UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Homem de 45 anos apresenta tosse com expectoração, astenia e febre há 10 dias. Refere que no início a secreção era amarelada, mas há 3 dias se tornou purulenta. AP: etilista e tabagista. Exames laboratoriais: leucocitose e PCR elevada. TC de tórax, conforme imagem.A conduta correta é:
Pneumonia/abscesso pulmonar em etilista/tabagista → ATB empírico + fisioterapia respiratória.
O quadro clínico (tosse purulenta, febre, astenia, leucocitose, PCR elevada) em paciente etilista/tabagista, com provável imagem de consolidação/cavitação na TC, sugere infecção pulmonar bacteriana (pneumonia ou abscesso). A conduta inicial é antibioticoterapia e suporte respiratório, incluindo fisioterapia.
Pacientes etilistas e tabagistas apresentam um risco aumentado para o desenvolvimento de infecções pulmonares, incluindo pneumonias e abscessos pulmonares, devido a comprometimento da imunidade, aspiração de conteúdo orofaríngeo e alterações na depuração mucociliar. O quadro clínico de tosse com expectoração purulenta, febre, astenia, leucocitose e PCR elevada é altamente sugestivo de um processo infeccioso bacteriano no pulmão. A tomografia de tórax, embora não fornecida, provavelmente revelaria uma consolidação ou cavitação, compatível com pneumonia ou abscesso. A conduta inicial para infecções pulmonares bacterianas é a antibioticoterapia empírica, que deve cobrir os patógenos mais prováveis, considerando os fatores de risco do paciente. Em etilistas, patógenos como Klebsiella pneumoniae e anaeróbios são mais comuns. A fisioterapia respiratória é um componente essencial do tratamento, ajudando na higiene brônquica, mobilização de secreções e melhora da função pulmonar, acelerando a recuperação e prevenindo complicações. É fundamental que o residente saiba diferenciar entre uma infecção pulmonar que requer tratamento clínico e uma que necessita de intervenção invasiva. A maioria dos abscessos pulmonares responde bem à antibioticoterapia prolongada. Procedimentos como drenagem torácica ou videotoracoscopia são reservados para casos de falha terapêutica, abscessos muito grandes ou complicações como empiema, e não devem ser a primeira linha de tratamento.
Fatores como etilismo, tabagismo, idade avançada, imunossupressão e comorbidades crônicas aumentam o risco de infecções pulmonares mais graves e com patógenos atípicos, exigindo atenção especial no manejo.
A fisioterapia respiratória auxilia na desobstrução brônquica, melhora a ventilação e a oxigenação, e previne complicações como atelectasias. É um importante adjuvante ao tratamento medicamentoso, otimizando a recuperação pulmonar.
A drenagem torácica é indicada para abscessos pulmonares que não respondem à antibioticoterapia prolongada (geralmente 4-6 semanas), são muito grandes (>6 cm) ou apresentam complicações como empiema, falha de contenção ou hemoptise.
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