Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Considerando o tratamento da pneumonia adquirida na comunidade e seus agentes etiológicos, assinale a alternativa CORRETA:
PAC neonatal → S. agalactiae (GBS), Gram-negativos, S. epidermidis são agentes etiológicos comuns.
A etiologia da pneumonia adquirida na comunidade varia significativamente com a faixa etária. No período neonatal, os agentes mais prováveis são aqueles adquiridos verticalmente ou no ambiente hospitalar, como Streptococcus do grupo B (S. agalactiae), bacilos Gram-negativos entéricos (ex: E. coli, Klebsiella) e Staphylococcus epidermidis.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção respiratória comum e uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente nos primeiros anos de vida. A etiologia da PAC varia significativamente com a idade do paciente, o que é crucial para guiar a escolha do tratamento empírico. O período neonatal (primeiros 28 dias de vida) apresenta um perfil etiológico distinto, refletindo a exposição do recém-nascido durante o parto e a imaturidade do seu sistema imunológico. No período neonatal, os agentes etiológicos mais prováveis da PAC são aqueles transmitidos verticalmente da mãe para o feto ou adquiridos no ambiente perinatal. Destacam-se o Streptococcus do grupo B (Streptococcus agalactiae), bacilos Gram-negativos entéricos como Escherichia coli e Klebsiella spp., e Staphylococcus epidermidis. A infecção por esses patógenos pode levar a quadros graves, exigindo internação e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro. Em contraste, em lactentes mais velhos e crianças, os vírus (como o Vírus Sincicial Respiratório) e bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae não tipável tornam-se mais prevalentes. A conduta terapêutica para a PAC deve considerar a idade do paciente, a gravidade do quadro clínico e os agentes etiológicos mais prováveis. Crianças estáveis, com boa aceitação oral e sem sinais de gravidade podem ser tratadas ambulatorialmente, mas lactentes jovens (especialmente < 3 meses) frequentemente necessitam de internação devido ao maior risco de descompensação. A 'pneumonia afebril do lactente', que ocorre tipicamente entre 1 e 3 meses de vida, é causada por agentes atípicos como Chlamydia trachomatis e Ureaplasma urealyticum, e apresenta um quadro clínico peculiar, com tosse persistente e sem febre proeminente. O conhecimento dessas particularidades é essencial para o residente na tomada de decisão diagnóstica e terapêutica.
No período neonatal, os agentes mais prováveis incluem Streptococcus do grupo B (S. agalactiae), bacilos Gram-negativos entéricos como Escherichia coli e Klebsiella spp., e Staphylococcus epidermidis, frequentemente associados à transmissão vertical ou infecções hospitalares.
Crianças com PAC devem ser internadas se apresentarem sinais de gravidade, como desconforto respiratório importante, hipoxemia, má aceitação oral, desidratação, apneia, cianose, ou se forem lactentes jovens (especialmente < 3 meses) com febre ou sinais de toxicidade.
A 'pneumonia afebril do lactente' é uma síndrome que ocorre geralmente entre 1 e 3 meses de vida, causada principalmente por Chlamydia trachomatis (e não Chlamydophila pneumoniae como na alternativa D, que é mais comum em crianças maiores), Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma hominis.
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