PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente 35 anos, sem comorbidades, apresenta-se ao pronto-socorro com história de tosse com expectoração amarelada, febre aferida de 38,4oC, dor torácica ventilatória em porção inferior do hemitórax direito. Oximetria de 95%, frequência cardíaca de 98bpm, frequência respiratória de 20 ipm, pressão arterial 118x72 mmHg. Auscuta torácica apresentando crepitantes em porção inferior do hemitórax direito, região posterior. Teste rápido de antígeno para COVID-19 negativo. Diante desse quadro clínico, qual seria a conduta CORRETA?
PAC em paciente jovem sem comorbidades → RX tórax para confirmação, tratamento ambulatorial com amoxicilina/doxiciclina.
Em pacientes com suspeita clínica de pneumonia adquirida na comunidade (PAC), a radiografia de tórax é essencial para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão do acometimento pulmonar. Pacientes jovens e sem comorbidades, com estabilidade hemodinâmica e respiratória, podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos de espectro adequado.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar que se manifesta em pacientes que não foram hospitalizados recentemente. É uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina dominar seu diagnóstico e manejo. A etiologia mais comum é bacteriana, com *Streptococcus pneumoniae* sendo o principal agente. O diagnóstico da PAC baseia-se na apresentação clínica (febre, tosse, dispneia, dor torácica pleurítica, expectoração) e na confirmação radiológica de um infiltrado pulmonar. A radiografia de tórax é indispensável para confirmar a presença da pneumonia, avaliar a extensão do acometimento e auxiliar no diagnóstico diferencial. A avaliação da gravidade, frequentemente realizada por escores como CURB-65 ou PSI, é fundamental para decidir o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar). O tratamento da PAC é primariamente antimicrobiano. Para pacientes jovens, sem comorbidades e com baixo risco (CURB-65 0-1), o tratamento ambulatorial com amoxicilina ou doxiciclina é a conduta correta. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de resistência local e a presença de fatores de risco para patógenos específicos. O acompanhamento clínico é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e identificar possíveis complicações.
O diagnóstico de PAC é clínico (febre, tosse, expectoração, dor torácica, dispneia) e radiológico, com a presença de infiltrado pulmonar novo na radiografia de tórax, que é essencial para a confirmação.
Pacientes com baixo risco de complicações, avaliados por escores como CURB-65 (0-1 ponto) ou PSI (classes I-II), sem comorbidades significativas e com boa condição geral, podem ser tratados em casa com antibióticos orais.
Para pacientes sem comorbidades e sem uso recente de antibióticos, amoxicilina ou doxiciclina são as opções de primeira linha. Macrolídeos podem ser considerados em regiões com baixa resistência ou em casos específicos.
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