UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Homem, 40 anos de idade, encontra-se internado na enfermaria em 4º pós-operatório de pneumonectomia direita por sequela de tuberculose. Durante o seguimento do pós-operatório, a radiografia do 1º PO mostrava cavidade pleural à direita e a radiografia de tórax atual revela cavidade pleural direita com nível hidroaéreo. O paciente encontra-se eupneico e com boa evolução clínica. Qual é a melhor conduta?
Nível hidroaéreo na cavidade pós-pneumonectomia é esperado e não indica complicação se o paciente estiver clinicamente estável.
Após uma pneumonectomia, é normal que a cavidade pleural se preencha com líquido e ar, formando um nível hidroaéreo que se estabiliza ao longo do tempo. Se o paciente está eupneico e com boa evolução clínica, sem sinais de infecção (febre, leucocitose) ou fístula broncopleural (aumento progressivo do nível de ar, tosse com expectoração pleural), a conduta é expectante.
A pneumonectomia é um procedimento cirúrgico complexo que envolve a remoção de um pulmão inteiro, geralmente para tratamento de câncer, tuberculose extensa ou outras doenças pulmonares graves. O pós-operatório exige monitoramento rigoroso devido ao risco de complicações significativas. A cavidade pleural remanescente após a cirurgia passa por um processo de preenchimento. No período pós-operatório, é esperado que a cavidade pleural se preencha com uma mistura de ar e líquido, formando um nível hidroaéreo visível em radiografias de tórax. Este achado é fisiológico e reflete o processo de cicatrização e preenchimento da cavidade. A ausência de sintomas como dispneia, febre, dor torácica intensa ou sinais de sepse, juntamente com a estabilidade do nível hidroaéreo, indica uma evolução favorável. A intervenção, como drenagem pleural, só é indicada se houver suspeita de complicação, como empiema (infecção da cavidade) ou fístula broncopleural (comunicação anormal entre o brônquio e a cavidade pleural, levando a um aumento progressivo do ar). A avaliação clínica do paciente é primordial para diferenciar uma evolução normal de uma complicação.
Sim, é completamente normal. A cavidade pleural após a remoção do pulmão se preenche gradualmente com líquido seroso e ar residual, formando um nível hidroaéreo que tende a se estabilizar com o tempo.
Um nível hidroaéreo torna-se preocupante se houver sinais de infecção (febre, leucocitose, piora clínica), aumento progressivo e rápido do componente aéreo (sugestivo de fístula broncopleural) ou se o paciente apresentar dispneia ou outros sintomas.
As complicações incluem fístula broncopleural, empiema da cavidade pós-pneumonectomia, arritmias cardíacas, insuficiência respiratória, hemorragia e síndrome do pós-pneumonectomia (desvio mediastinal).
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