FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Sobre o pneumomediastino, é correto afirmar:
Pneumomediastino espontâneo = condição benigna, dor torácica/dispneia, tratamento expectante na maioria dos casos.
O pneumomediastino espontâneo é uma condição geralmente benigna, resultante da ruptura de alvéolos com extravasamento de ar para o interstício pulmonar e, subsequentemente, para o mediastino. Manifesta-se com dor torácica e dispneia, mas na maioria dos casos, o tratamento é conservador e expectante, com resolução espontânea.
O pneumomediastino é a presença de ar no mediastino, o espaço entre os pulmões que contém o coração, grandes vasos e esôfago. O pneumomediastino espontâneo (ou primário) é uma condição rara, geralmente benigna, que ocorre sem trauma ou procedimento médico prévio. É mais comum em jovens e pode ser precipitado por manobras de Valsalva, tosse intensa, vômitos ou exercícios físicos, levando à ruptura de alvéolos perivasculares e extravasamento de ar para o interstício pulmonar e, subsequentemente, para o mediastino. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intra-alveolar que causa a ruptura de alvéolos, permitindo que o ar dissecque ao longo dos feixes broncovasculares até o hilo pulmonar e, de lá, para o mediastino. Os sintomas típicos incluem dor torácica aguda (geralmente retroesternal, pleurítica), dispneia e, por vezes, crepitação subcutânea no pescoço ou tórax (enfisema subcutâneo). O sinal de Hamman, um ruído crepitante sincrônico com os batimentos cardíacos, pode ser auscultado. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax e, se necessário, tomografia computadorizada. Na maioria dos casos de pneumomediastino espontâneo, o tratamento é conservador e expectante, com repouso, analgesia e oxigenoterapia suplementar, se necessário. O ar é reabsorvido espontaneamente em poucos dias. É crucial excluir causas secundárias mais graves, como a ruptura esofágica (Síndrome de Boerhaave), que é uma emergência cirúrgica e pode levar a mediastinite fulminante. A drenagem torácica ou intervenção cirúrgica são raramente indicadas para o pneumomediastino espontâneo, sendo reservadas para complicações ou casos refratários.
Os sintomas mais comuns incluem dor torácica aguda (geralmente retroesternal, que pode irradiar para o pescoço ou ombros), dispneia e, ocasionalmente, disfagia ou tosse.
O diagnóstico é feito principalmente por radiografia de tórax, que pode mostrar ar no mediastino, e confirmado por tomografia computadorizada de tórax, que é mais sensível para detectar pequenas coleções de ar.
Na maioria dos casos de pneumomediastino espontâneo, o tratamento é conservador e expectante, com repouso, analgesia e oxigenoterapia, pois o ar é reabsorvido espontaneamente. A drenagem torácica é raramente necessária.
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