SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso clínico a seguir.Homem de 28 anos, vítima de acidente automobilístico há cerca de 1 hora. Apresenta dor torácica de forte intensidade durante a respiração. Hemodinamicamente estável. Exame Físico do Tórax: Enfisema de tecido celular subcutâneo principalmente em região anterior e lateral esquerda do tórax, expansibilidade simétrica bilateralmente, murmúrio vesicular bilateralmente, sem alteração à percussão.As características descritas no quadro são sinais indicativos de
Enfisema subcutâneo + estabilidade hemodinâmica + MV bilateral = Pneumomediastino. Conduta: observação e suporte.
O enfisema de tecido celular subcutâneo, na ausência de sinais de pneumotórax significativo (como assimetria de expansibilidade ou abolição de murmúrio vesicular) e com estabilidade hemodinâmica, sugere pneumomediastino. Nesses casos, a conduta inicial é conservadora, focando em analgesia e oxigenioterapia, com observação clínica.
O pneumomediastino é a presença de ar no mediastino, que pode ocorrer espontaneamente ou secundário a trauma, procedimentos médicos ou ruptura de estruturas aéreas. Embora possa ser assustador devido ao enfisema subcutâneo, na maioria dos casos traumáticos, se o paciente estiver hemodinamicamente estável e sem evidência de pneumotórax significativo, a condição é benigna e autolimitada, sendo crucial para o residente reconhecer essa distinção para evitar intervenções desnecessárias. Sua importância clínica reside na necessidade de descartar lesões mais graves, como ruptura esofágica ou traqueobrônquica, que são mais raras mas exigem manejo imediato. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax ou tomografia computadorizada, que evidenciam o ar no mediastino. A fisiopatologia envolve a migração de ar de espaços alveolares rompidos ou de lesões em vias aéreas para o interstício pulmonar e, subsequentemente, para o mediastino. A suspeita deve surgir em pacientes com dor torácica e enfisema subcutâneo após trauma, especialmente se o exame pulmonar for relativamente normal. O tratamento do pneumomediastino isolado e sem complicações é conservador, com foco no alívio dos sintomas e monitoramento. A analgesia é fundamental para o conforto do paciente, e a oxigenioterapia pode acelerar a reabsorção do ar. O prognóstico é geralmente excelente, com resolução espontânea em dias a semanas. É vital monitorar sinais de progressão para pneumotórax ou outras complicações, embora raras. A educação do paciente sobre a natureza benigna da condição é importante para reduzir a ansiedade.
Os sinais clínicos incluem dor torácica, enfisema de tecido celular subcutâneo (especialmente em região cervical e torácica superior), e, ocasionalmente, sinal de Hamman (crepitação sincrônica com os batimentos cardíacos). A ausculta pulmonar geralmente é normal ou com murmúrio vesicular bilateral preservado.
A conduta inicial para um paciente hemodinamicamente estável com pneumomediastino é conservadora. Inclui observação clínica rigorosa, analgesia adequada para controle da dor e oxigenioterapia suplementar, se necessário, para otimizar a oxigenação e facilitar a reabsorção do ar.
No exame físico, o pneumomediastino geralmente cursa com expansibilidade torácica simétrica e murmúrio vesicular bilateralmente presente. Já o pneumotórax pode apresentar assimetria de expansibilidade, hipersonoridade à percussão e diminuição ou abolição do murmúrio vesicular no lado afetado.
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