FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Homem de 43 anos de idade com Aids e contagem CD4+: 98 céls/mm³ apresenta febre e dispneia progressiva aos esforços. Revela não estar em uso de nenhuma medicação. A radiografia de tórax mostra infiltrado reticulonodular difuso bilateral. Inicia- se sulfametoxazol + trimetoprima pela hipótese de infecção por Pneumocystis jirovecii. Devido à piora progressiva do quadro respiratório, o paciente é intubado e acoplado à prótese ventilatória. Dos exames abaixo, tem a maior chance de estabelecer o diagnóstico do paciente:
Paciente HIV/Aids com CD4 <200 e infiltrado reticulonodular difuso → PCP; lavado broncoalveolar é padrão-ouro diagnóstico.
Em pacientes com HIV/Aids e contagem de CD4+ abaixo de 200 céls/mm³, a Pneumocystis jirovecii Pneumonia (PCP) é uma infecção oportunista comum. A apresentação clínica com febre, dispneia progressiva e infiltrado reticulonodular difuso na radiografia de tórax é altamente sugestiva. O diagnóstico definitivo é feito pela identificação do *Pneumocystis jirovecii* em amostras respiratórias, sendo o lavado broncoalveolar o método com maior sensibilidade.
A Pneumocystis jirovecii Pneumonia (PCP), anteriormente conhecida como Pneumonia por *Pneumocystis carinii*, é uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em pacientes com HIV/Aids, especialmente aqueles com contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 céls/mm³. A doença se manifesta tipicamente com febre, tosse seca e dispneia progressiva aos esforços, que pode evoluir para insuficiência respiratória grave. A radiografia de tórax frequentemente revela infiltrado reticulonodular difuso bilateral, embora padrões atípicos possam ocorrer. O diagnóstico definitivo da PCP requer a identificação do *Pneumocystis jirovecii* em amostras respiratórias. Entre os métodos disponíveis, o lavado broncoalveolar (LBA) obtido por broncoscopia é considerado o padrão-ouro, com a maior sensibilidade (90-99%) e especificidade. Outros métodos incluem escarro induzido (sensibilidade variável, 50-90%) e, menos comumente, biópsia pulmonar. Marcadores como a dosagem de LDH sérica e beta-D-glucana podem ser úteis como auxiliares diagnósticos e prognósticos, mas não são confirmatórios. O tratamento de escolha para PCP é o sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP). Em pacientes com hipoxemia moderada a grave (PaO2 < 70 mmHg ou gradiente alvéolo-arterial de O2 > 35 mmHg), a adição de corticosteroides sistêmicos é fundamental para reduzir a mortalidade. Para residentes, o reconhecimento precoce da PCP e a escolha do método diagnóstico mais eficaz são cruciais para um manejo adequado e para melhorar o prognóstico desses pacientes imunocomprometidos.
O principal fator de risco é a contagem de linfócitos CD4+ abaixo de 200 céls/mm³. Outros fatores incluem não adesão à terapia antirretroviral (TARV) e ausência de profilaxia.
O lavado broncoalveolar (LBA) permite coletar amostras diretamente dos alvéolos, onde o *Pneumocystis jirovecii* reside, e possui alta sensibilidade (90-99%) para identificar o microrganismo através de colorações específicas.
O tratamento de escolha é a combinação de sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP). Em casos de hipoxemia grave, a adição de corticosteroides sistêmicos é indicada para reduzir a inflamação pulmonar.
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