HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Quando diagnosticamos hoje patologias respiratórias, devemos considerar a possibilidade de o paciente ser imunodeprimido pelo HIV, então, a Pneumocistose apresenta grande importância. Qual dos achados abaixo listados NÃO fala a favor dessa possibilidade?
PJP em HIV: DHL ↑, hipoxemia, RX tórax normal/discreto, ausculta pulmonar pouco exuberante.
A Pneumocistose (PJP) em pacientes com HIV classicamente cursa com hipoxemia e DHL elevado, mas com achados radiográficos e de ausculta pulmonar desproporcionalmente leves, ou seja, um paciente muito grave com exame físico e radiológico 'limpo'.
A Pneumocistose, causada pelo fungo Pneumocystis jirovecii, é uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em pacientes com HIV, especialmente aqueles com contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm³. O diagnóstico precoce é vital, pois a doença pode progredir rapidamente para insuficiência respiratória. A suspeita clínica é fundamental, dada a apresentação por vezes atípica. Clinicamente, os pacientes apresentam dispneia progressiva, tosse seca e febre. Laboratorialmente, a elevação da desidrogenase láctica (DHL) acima de 500 U/L é um marcador sensível, embora não específico. A hipoxemia é um achado quase universal. O que mais confunde é a desproporção entre a gravidade clínica e os achados do exame físico e radiografia de tórax. A ausculta pulmonar é frequentemente normal ou com achados muito discretos, e a radiografia pode ser normal em até 30% dos casos, ou mostrar infiltrados intersticiais difusos bilaterais. O tratamento de escolha é sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP). A profilaxia primária com SMX-TMP é indicada para pacientes com CD4 < 200 células/mm³. O reconhecimento dessa 'dissociação clínico-radiológica' é um ponto-chave para residentes, evitando atrasos no diagnóstico e tratamento de uma condição potencialmente fatal.
A Pneumocistose em HIV frequentemente cursa com elevação significativa da desidrogenase láctica (DHL), que pode ultrapassar 500 U/L, e hipoxemia, mesmo em repouso.
A radiografia de tórax pode ser enganosamente normal ou apresentar infiltrados intersticiais discretos, mesmo em casos de hipoxemia grave, devido à natureza da inflamação pulmonar causada pelo Pneumocystis jirovecii.
A ausculta pulmonar na Pneumocistose é frequentemente pouco exuberante, com poucos ou nenhum achado, o que contrasta com a gravidade da dispneia e hipoxemia do paciente, sendo um achado que 'não fala a favor' de outras pneumonias bacterianas típicas.
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