FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Com a expansão cada vez maior do vírus do HIV, sempre devemos aventar a possibilidade de o quadro respiratório ser relacionado com o mesmo, caso o paciente seja portador do vírus. Assim, torna importante papel como complicador das infecções por pneumocistose, que possui como característica:
Pneumocistose em HIV → DHL ↑, radiografia normal/infiltrado intersticial difuso, ausculta pulmonar geralmente normal.
A elevação da desidrogenase láctica (DHL) é um marcador inespecífico de lesão tecidual, mas é classicamente associada à Pneumocistose em pacientes com HIV, correlacionando-se com a carga fúngica e a gravidade da doença.
A pneumocistose, causada pelo fungo Pneumocystis jirovecii, é uma infecção oportunista grave e uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes com infecção pelo HIV, especialmente aqueles com contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 200 células/mm³. A expansão do vírus HIV torna o reconhecimento precoce dessa condição fundamental para a sobrevida dos pacientes imunocomprometidos. Clinicamente, a pneumocistose manifesta-se com dispneia progressiva, tosse seca e febre, que podem se desenvolver insidiosamente ao longo de semanas. No entanto, a ausculta pulmonar é frequentemente normal ou pouco alterada, e a radiografia de tórax pode não apresentar grandes alterações nos estágios iniciais, exibindo infiltrado intersticial difuso bilateral em casos mais avançados. Um marcador laboratorial importante e frequentemente elevado é a desidrogenase láctica (DHL), que reflete o dano pulmonar. O diagnóstico definitivo requer a identificação do P. jirovecii em amostras respiratórias (escarro induzido, lavado broncoalveolar). O tratamento de escolha é o sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP), com corticosteroides adjuvantes em casos de hipoxemia moderada a grave. A profilaxia primária com SMX-TMP é indicada para pacientes com CD4 < 200 células/mm³, reduzindo significativamente a incidência da doença.
A elevação da desidrogenase láctica (DHL) é um achado laboratorial comum e inespecífico, mas altamente sugestivo de pneumocistose em pacientes com HIV, correlacionando-se com a gravidade da infecção.
A radiografia de tórax na pneumocistose pode ser normal em até 30% dos casos, mas classicamente apresenta infiltrado intersticial difuso bilateral, perihilar, com padrão em "vidro fosco" na tomografia.
A ausculta pulmonar na pneumocistose é frequentemente normal ou pouco alterada, mesmo em casos de dispneia significativa, o que pode atrasar o diagnóstico se não houver alta suspeição clínica.
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