Pneumocistose em AIDS: Risco e Profilaxia com CD4+

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Classicamente, qual contagem de linfócitos T CD4+ aumenta o risco de pnemocistose em pacientes com AIDS?

Alternativas

  1. A) inferior a 50/μL
  2. B) inferior a 200/μL
  3. C) superior a 300/μL
  4. D) superior a 500/μL
  5. E) superior a 1.000/μL

Pérola Clínica

PJP em AIDS → profilaxia primária se CD4+ < 200/μL.

Resumo-Chave

A contagem de linfócitos T CD4+ é um marcador crucial da imunossupressão em pacientes com HIV/AIDS. Níveis abaixo de 200/μL indicam um risco significativamente aumentado para infecções oportunistas graves, como a Pneumocistose (PJP), necessitando de profilaxia específica.

Contexto Educacional

A Pneumocistose (PJP), causada pelo fungo Pneumocystis jirovecii, é uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade associada, sendo um marcador clássico de imunossupressão avançada. A compreensão dos fatores de risco e da profilaxia é crucial para a prática médica, especialmente para residentes que atuam com pacientes HIV-positivos. A fisiopatologia da PJP está diretamente ligada à deficiência de linfócitos T CD4+, que são essenciais para a resposta imune contra o Pneumocystis jirovecii. O diagnóstico é feito pela detecção do fungo em amostras respiratórias (escarro induzido, lavado broncoalveolar) e a suspeita deve surgir em pacientes HIV-positivos com dispneia, tosse seca e febre, especialmente se a contagem de CD4+ for baixa. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrado intersticial difuso bilateral. O tratamento da PJP é feito com sulfametoxazol-trimetoprim. A profilaxia primária, geralmente com a mesma medicação em dose menor, é indicada para pacientes com CD4+ abaixo de 200/μL, ou com história de candidíase orofaríngea, ou febre de origem indeterminada por mais de duas semanas. A adesão à terapia antirretroviral (TARV) é fundamental para elevar a contagem de CD4+ e permitir a suspensão da profilaxia.

Perguntas Frequentes

Qual o principal fator de risco para Pneumocistose em pacientes com HIV?

O principal fator de risco é a imunossupressão grave, classicamente definida por uma contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 200 células/μL, que compromete a capacidade do sistema imune de combater o fungo Pneumocystis jirovecii.

Quando a profilaxia para Pneumocistose deve ser iniciada em pacientes com HIV?

A profilaxia primária para Pneumocistose deve ser iniciada em pacientes com HIV quando a contagem de CD4+ for inferior a 200 células/μL, ou em outras situações de risco como candidíase orofaríngea ou história prévia de PJP.

Qual o tratamento de escolha para a Pneumocistose?

O tratamento de escolha para a Pneumocistose é o sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP), geralmente em doses elevadas, com a adição de corticosteroides em casos de hipoxemia moderada a grave para reduzir a inflamação pulmonar.

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