HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024
Paciente idoso, do sexo masculino, com 75 anos de idade, apresenta-se ao serviço de emergência com queixa de dor abdominal aguda difusa de forte intensidade, iniciada a 12 horas, de maior intensidade em mesogástrio. Ao realizar a avaliação inicial, o paciente apresenta sinais vitais estáveis, com pressão arterial de 130/80 mmHg, frequência cardíaca de 90 bpm e temperatura de 37°C. No exame físico, observa-se abdômen distendido, tenso à palpação e doloroso à percussão profunda. Realizada propedêutica radiológica no paciente. Qual associação está correta entre o achado radiológico e o tipo de abdômen agudo?
Pneumatose intestinal em idoso com dor abdominal difusa → forte suspeita de abdômen agudo vascular (isquemia mesentérica).
A pneumatose intestinal, que é a presença de gás na parede do intestino, é um achado radiológico crítico que indica isquemia ou necrose intestinal, sendo um marcador de gravidade no abdômen agudo vascular.
O abdômen agudo vascular, especialmente a isquemia mesentérica, é uma condição grave e de alta mortalidade, particularmente em pacientes idosos. A dor abdominal difusa e intensa, muitas vezes desproporcional aos achados do exame físico, é um sinal de alerta. Fatores de risco incluem aterosclerose, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e estados de baixo fluxo. A propedêutica radiológica é fundamental para o diagnóstico. A radiografia simples pode mostrar sinais inespecíficos, mas a tomografia computadorizada com contraste é o exame de escolha, podendo revelar oclusão vascular, espessamento da parede intestinal, dilatação de alças e, crucialmente, a pneumatose intestinal (gás na parede do intestino) ou gás na veia porta, que são sinais de isquemia avançada e necrose. O reconhecimento precoce é vital para o prognóstico. O tratamento pode envolver revascularização cirúrgica ou endovascular, além de suporte clínico intensivo. A alta suspeição clínica em idosos com dor abdominal aguda é essencial para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento.
Além da pneumatose intestinal, outros achados incluem gás na veia porta, espessamento da parede intestinal, dilatação de alças e, em estágios avançados, pneumoperitônio.
A pneumatose intestinal indica a presença de gás na parede do intestino, que pode ser produzido por bactérias anaeróbias que proliferam em tecidos isquêmicos ou por gás intraluminal que migra através de uma mucosa danificada, sinalizando necrose iminente.
As principais causas são a isquemia mesentérica aguda (embólica, trombótica ou não oclusiva) e a isquemia mesentérica crônica, frequentemente associadas a aterosclerose e fibrilação atrial.
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