Irrigação do Nervo Oculomotor: Fibras Parassimpáticas e Motoras

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

As fibras parassimpáticas fotomotoras do nervo oculomotor são irrigadas por:

Alternativas

  1. A) Plexo vascular da pia-máter
  2. B) Vasa nervorum do nervo oculomotor
  3. C) Artéria meníngea recorrente
  4. D) Artéria comunicante anterior

Pérola Clínica

Fibras pupilares (periféricas) = Plexo pial; Fibras motoras (centrais) = Vasa nervorum.

Resumo-Chave

As fibras parassimpáticas pupilomotoras do III par localizam-se na periferia do nervo e são nutridas pelo plexo vascular da pia-máter, sendo poupadas em isquemias centrais.

Contexto Educacional

A organização somatotópica do nervo oculomotor é fundamental para a semiologia neurológica. As fibras destinadas ao músculo elevador da pálpebra e ao reto superior estão localizadas superiormente, enquanto as fibras pupilares ocupam a porção mais superficial e superior do nervo. O plexo vascular da pia-máter é uma rede de pequenos vasos que envolvem o nervo em seu trajeto subaracnóideo. Esta rede é altamente sensível a distorções mecânicas. Em contraste, a vasa nervorum penetra no tronco do nervo para nutrir os axônios motores profundos. Essa distinção anatômica é a base da Regra da Pupila de Hutchinson na avaliação de paralisias do terceiro par.

Perguntas Frequentes

Por que a localização das fibras parassimpáticas no III par é clinicamente importante?

As fibras parassimpáticas responsáveis pela constrição pupilar localizam-se na periferia (superfície) do nervo oculomotor. Devido a essa posição superficial, elas são as primeiras a serem comprimidas por massas externas, como um aneurisma da artéria comunicante posterior. Isso resulta em uma pupila dilatada e não reagente (midríase paralítica), um sinal de alerta crítico para compressão extrínseca.

Qual a diferença de suprimento sanguíneo entre o centro e a periferia do III par?

O centro do nervo oculomotor, que contém as fibras motoras para os músculos extraoculares e o elevador da pálpebra, é suprido pela vasa nervorum (vasos intraneurais). Já a periferia do nervo, onde residem as fibras pupilares, recebe suprimento sanguíneo do plexo vascular da pia-máter. Essa dupla irrigação explica por que doenças microvasculares (como diabetes) afetam o centro mas poupam a pupila.

Como o suprimento vascular explica o 'poupamento pupilar' no diabetes?

Na neuropatia isquêmica diabética, ocorre oclusão da vasa nervorum, levando ao infarto da porção central do nervo. Como as fibras parassimpáticas periféricas são nutridas pelo plexo pial (que possui colaterais e é menos afetado pela microangiopatia diabética), a função pupilar permanece intacta. Portanto, uma paralisia do III par com pupila normal sugere causa isquêmica, enquanto o envolvimento pupilar sugere compressão.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo