Empiema Pleural Pós-operatório: Manejo da Falha de Drenagem

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Homem, 35 anos de idade, foi submetido à descorticação pulmonar devido empiema pleural em fase fibrinopurulenta. No pós-operatório, permaneceu com febre e a radiografia de tórax mostrou uma coleção pleural septada e única. O débito do dreno permanece com aspecto purulento. Qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Trocar antibiótico.
  2. B) Redrenar o tórax.
  3. C) Pleurostomia.
  4. D) Aspiração contínua.

Pérola Clínica

Empiema pós-operatório com coleção septada e débito purulento → falha de drenagem → considerar pleurostomia.

Resumo-Chave

A persistência de febre, coleção pleural septada e débito purulento após descorticação e drenagem indica falha no controle da infecção e na drenagem adequada. Nesses casos, a pleurostomia é uma opção para garantir drenagem contínua e eficaz, especialmente em pacientes com empiema crônico ou complexo.

Contexto Educacional

O empiema pleural é uma coleção de pus no espaço pleural, frequentemente uma complicação de pneumonia ou cirurgia torácica. A fase fibrinopurulenta é a segunda de três fases (exsudativa, fibrinopurulenta e organizacional), caracterizada pela formação de fibrina e septações, dificultando a drenagem. A persistência de febre e débito purulento após uma descorticação pulmonar, especialmente com uma coleção septada, indica que a drenagem inicial foi inadequada ou que a infecção não foi controlada. Nesse cenário, a falha da drenagem torácica fechada ou da descorticação em resolver a coleção e a infecção exige uma abordagem mais agressiva. A coleção septada impede a drenagem completa por um único dreno. A pleurostomia, ou drenagem aberta, é um procedimento que cria uma comunicação permanente entre o espaço pleural e o exterior, permitindo a drenagem contínua e a limpeza da cavidade, sendo uma opção eficaz para empiemas crônicos ou complexos que não respondem a outras terapias. É crucial reconhecer que a simples troca de antibiótico ou a tentativa de redrenagem com outro dreno pode não ser suficiente para um empiema septado e persistente. A pleurostomia visa resolver o problema mecânico da drenagem, permitindo a cicatrização e o controle da infecção. O manejo do empiema requer uma abordagem multidisciplinar, incluindo cirurgia, antibióticos e suporte nutricional.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de falha no tratamento de um empiema pleural?

Sinais incluem febre persistente, leucocitose, coleção pleural que não se resolve ou aumenta, e débito purulento contínuo pelo dreno.

Quando a pleurostomia é indicada para empiema?

A pleurostomia é indicada quando há falha da drenagem torácica fechada, empiema crônico, fístulas broncopleurais persistentes ou coleções multiloculadas que não podem ser drenadas por métodos menos invasivos.

Qual a diferença entre descorticação e pleurostomia?

A descorticação é a remoção cirúrgica da membrana fibrótica que impede a expansão pulmonar, enquanto a pleurostomia é a criação de uma abertura permanente na parede torácica para drenagem contínua.

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