UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Homem, 68 anos de idade, ex-tabagista há 01 ano (50 anos-maço), apresentou em exame de espirometria distúrbio ventilatório obstrutivo acentuado, com capacidade vital reduzida, sugerindo aprisionamento aéreo e sem variação significativa da função pulmonar após realizar broncodilatador (BD). No entanto, relatava melhora parcial da dispneia com uso de BD. Foi indicado realização de pletismografia para uma melhor avaliação funcional. Na pletismografia, uma resposta broncodilatadora positiva, que frequentemente se traduz em melhora da sintomatologia respiratória na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é observada por qual parâmetro?
Melhora clínica na DPOC pós-BD → ↓ Volume Residual (↓ aprisionamento aéreo).
Na DPOC, a melhora sintomática pós-broncodilatador muitas vezes não reflete no VEF1, mas sim na redução do volume residual e da hiperinsuflação pulmonar.
A pletismografia de corpo inteiro é o padrão-ouro para medir volumes pulmonares estáticos. Na DPOC, a fisiopatologia envolve a perda de recolhimento elástico e colapso precoce das vias aéreas, levando à hiperinsuflação. A redução do Volume Residual (VR) pós-broncodilatador traduz-se em menor trabalho respiratório e melhora da dispneia, fenômeno conhecido como 'desinsuflação pulmonar'. Este parâmetro é crucial para entender por que pacientes com DPOC 'não responsivos' pela espirometria ainda se beneficiam clinicamente da terapia inalatória.
Pacientes com DPOC grave apresentam aprisionamento aéreo e hiperinsuflação devido ao colapso precoce das vias aéreas. O volume residual (VR) quantifica o ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima, sendo um marcador fundamental de gravidade e de limitação ao exercício que a espirometria simples não consegue medir diretamente.
Uma redução significativa no Volume Residual (VR) ou na Capacidade Residual Funcional (CRF) após o uso de broncodilatador indica redução do aprisionamento aéreo (desinsuflação). Isso melhora a vantagem mecânica do diafragma e reduz o trabalho respiratório, traduzindo-se em melhora da dispneia mesmo que o fluxo (VEF1) não mude.
A espirometria mede apenas volumes mobilizáveis. Em casos de obstrução grave, o VEF1 pode estar fixo ou apresentar variação mínima. No entanto, o paciente pode experimentar alívio clínico significativo por meio da redução dos volumes estáticos (VR e CRF), o que só é detectado através da pletismografia de corpo inteiro.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo