HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
O protozoário parasita responsável por causar uma das formas mais comuns de malária em humanos é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do mosquito do gênero Anopheles, possui capacidade de formar hipnozoítos no fígado, causando recaídas da malária meses ou anos após a infecção inicial e é predominante em regiões como a Amazônia brasileira é:
Plasmodium vivax → hipnozoítos hepáticos = recaídas de malária, comum na Amazônia.
O Plasmodium vivax é o principal agente etiológico da malária na Amazônia brasileira e é o único, entre as opções, capaz de formar hipnozoítos no fígado. Essas formas latentes são responsáveis pelas recaídas da doença, meses ou anos após a infecção inicial, exigindo tratamento específico para erradicá-las.
A malária é uma doença parasitária grave, transmitida pela picada do mosquito Anopheles, e representa um desafio significativo de saúde pública, especialmente em regiões tropicais como a Amazônia brasileira. Compreender os diferentes tipos de Plasmodium e suas particularidades é fundamental para o diagnóstico e tratamento eficazes, sendo um tema recorrente em provas de residência médica. O Plasmodium vivax é o agente mais prevalente na Amazônia e se destaca pela capacidade de formar hipnozoítos, que são formas latentes do parasita no fígado. Esses hipnozoítos podem permanecer inativos por longos períodos e reativar-se, causando recaídas da doença meses ou anos após a infecção inicial. O diagnóstico baseia-se na identificação do parasita em esfregaços de sangue periférico, e a suspeita clínica é crucial em pacientes com febre e histórico de viagem para áreas endêmicas. O tratamento da malária por P. vivax envolve a eliminação das formas sanguíneas para tratar a fase aguda e a erradicação dos hipnozoítos hepáticos para prevenir recaídas. A primaquina é o medicamento de escolha para as formas hepáticas, mas sua administração requer cautela e triagem para deficiência de G6PD devido ao risco de anemia hemolítica. O manejo adequado é essencial para controlar a doença e reduzir sua morbidade e mortalidade.
Hipnozoítos são formas latentes do parasita Plasmodium (especialmente P. vivax e P. ovale) que permanecem dormentes nos hepatócitos. Eles são cruciais porque podem reativar-se meses ou anos após a infecção inicial, causando recaídas da malária, mesmo após o tratamento da fase aguda sanguínea.
A principal diferença é a capacidade do Plasmodium vivax (e P. ovale) de formar hipnozoítos no fígado, o que não ocorre com o Plasmodium falciparum. Isso significa que P. vivax pode causar recaídas, enquanto P. falciparum não, embora este último seja responsável pela malária mais grave e potencialmente fatal.
Para prevenir as recaídas da malária por P. vivax, além do tratamento da fase sanguínea, é necessário erradicar os hipnozoítos hepáticos. Isso é feito com primaquina, um medicamento que age nas formas hepáticas latentes, mas que exige a triagem para deficiência de G6PD devido ao risco de hemólise.
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