Massa Paraesternal Maligna: Suspeita de Plasmocitoma

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 60 anos apresenta queixa de dor torácica anterior, progressiva, nos últimos seis meses. História de tabagismo de 100 maços/ano. Na TC do tórax foi evidenciada uma massa para esternal direita de 3 cm. Foi submetido à punção transtorácica que revelou uma neoplasia maligna. Dentre as opções abaixo, qual poderia ser o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Osteoma osteoide
  2. B) Osteocondroma
  3. C) Tumor desmoide
  4. D) Encondroma
  5. E) Plasmocitoma

Pérola Clínica

Massa paraesternal maligna em > 60 anos, tabagista, com dor progressiva → considerar plasmocitoma solitário ósseo.

Resumo-Chave

Uma massa paraesternal maligna em um paciente idoso, especialmente com histórico de tabagismo e dor progressiva, levanta a suspeita de neoplasias primárias ou metastáticas. O plasmocitoma solitário ósseo é uma possibilidade, sendo uma proliferação clonal de plasmócitos que pode evoluir para mieloma múltiplo.

Contexto Educacional

A presença de uma massa paraesternal maligna em um paciente de 60 anos, com história de tabagismo e dor torácica progressiva, exige uma investigação diagnóstica aprofundada. O diagnóstico diferencial de tumores da parede torácica é amplo e inclui lesões benignas e malignas, primárias ou metastáticas. A punção transtorácica, que revelou neoplasia maligna, direciona a atenção para as etiologias cancerígenas. Dentre as opções apresentadas, o plasmocitoma solitário ósseo é uma consideração importante. Trata-se de uma proliferação clonal de plasmócitos malignos que forma uma massa única no osso, sem os critérios sistêmicos do mieloma múltiplo. Embora menos comum que o mieloma múltiplo, o plasmocitoma pode afetar qualquer osso, incluindo as costelas e o esterno, e pode ser a primeira manifestação de uma discrasia de plasmócitos. O diagnóstico definitivo requer biópsia e análise histopatológica, que revela plasmócitos atípicos. A avaliação completa inclui exames para descartar mieloma múltiplo (eletroforese de proteínas séricas e urinárias, imunofixação, pesquisa de cadeias leves livres, biópsia de medula óssea). O tratamento do plasmocitoma solitário ósseo geralmente envolve radioterapia local, com bom prognóstico, embora haja risco de progressão para mieloma múltiplo ao longo do tempo.

Perguntas Frequentes

O que é um plasmocitoma solitário ósseo?

É uma proliferação clonal localizada de plasmócitos malignos que afeta o osso, sem evidência de mieloma múltiplo sistêmico. Pode ocorrer em qualquer osso, sendo a coluna vertebral, costelas e crânio locais comuns.

Como o plasmocitoma solitário ósseo se diferencia do mieloma múltiplo?

O plasmocitoma solitário é uma lesão única, enquanto o mieloma múltiplo é uma doença sistêmica com múltiplas lesões ósseas ou envolvimento medular difuso, além de critérios como hipercalcemia, insuficiência renal e anemia.

Qual a importância da biópsia em massas torácicas?

A biópsia é crucial para o diagnóstico definitivo de massas torácicas, permitindo a identificação do tipo histológico da neoplasia (benigna ou maligna e sua origem), o que é fundamental para o planejamento terapêutico adequado.

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