Plasmaférese: Mecanismo e Aplicações Clínicas

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

A LDL-aférese (LA) e plasmaférese são duas opções de tratamento a partir de filtração sanguínea extracorpórea. Ambas envolvem sessões com duração de 2 a 3 horas, semanais ou quinzenais. Sendo correto que:

Alternativas

  1. A) No procedimento de plasmaférese, ocorre separação das células do sangue e plasma do paciente, de modo que as sanguíneas são retidas e misturadas em um fluido de reposição para retornar ao paciente, enquanto o plasma juntamente com as proteínas (incluindo o HDL-C) é descartado.
  2. B) No procedimento de plasmaférese, não ocorre separação das células do sangue e plasma do paciente, de modo que as sanguíneas são retidas e misturadas em um fluido de reposição para retornar ao paciente, enquanto o plasma juntamente com as proteínas (incluindo o HDL-C) é descartado.
  3. C) No procedimento de plasmaférese, ocorre separação das células do sangue e plasma do paciente, de modo que as sanguíneas nunca são retidas ou misturadas em um fluido de reposição para retornar ao paciente, enquanto o plasma juntamente com as proteínas (incluindo o HDL-C) é descartado.
  4. D) No procedimento de plasmaférese, ocorre separação das células do sangue e plasma do paciente, de modo que as sanguíneas são retidas e misturadas em um fluido de reposição para retornar ao paciente, enquanto o plasma juntamente com as proteínas (incluindo o HDL-C) não é descartado.

Pérola Clínica

Plasmaférese → separa células do plasma, descarta plasma (com proteínas/HDL-C), repõe com fluido.

Resumo-Chave

A plasmaférese é um procedimento que remove o plasma do sangue do paciente, descartando-o juntamente com proteínas patogênicas ou componentes indesejados, como autoanticorpos ou complexos imunes. As células sanguíneas são então devolvidas ao paciente, misturadas com um fluido de reposição.

Contexto Educacional

A plasmaférese é uma técnica de filtração sanguínea extracorpórea que permite a remoção de componentes patogênicos do plasma. É uma terapia crucial em diversas condições autoimunes, neurológicas e hematológicas, onde a presença de autoanticorpos, complexos imunes ou outras substâncias no plasma contribui para a patogênese da doença. Compreender seu mecanismo é fundamental para a prática clínica. O procedimento envolve a separação do sangue total em células sanguíneas e plasma. As células são então misturadas com um fluido de reposição (geralmente albumina ou plasma fresco congelado) e retornam ao paciente, enquanto o plasma doente é descartado. É vital diferenciar da LDL-aférese, que é mais seletiva, removendo apenas o colesterol LDL. A escolha da terapia de aférese e do fluido de reposição depende da doença subjacente e das necessidades individuais do paciente. Residentes devem estar familiarizados com as indicações, contraindicações e potenciais complicações desses procedimentos para otimizar o manejo de pacientes com condições complexas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre plasmaférese e LDL-aférese?

A plasmaférese remove todo o plasma e o substitui, enquanto a LDL-aférese remove seletivamente o LDL-C do plasma, que é então devolvido ao paciente.

Quais são as principais indicações da plasmaférese?

A plasmaférese é indicada em doenças autoimunes, neurológicas (ex: Síndrome de Guillain-Barré, Miastenia Gravis), renais e hematológicas, onde há componentes patogênicos no plasma.

O que é usado como fluido de reposição na plasmaférese?

Os fluidos de reposição mais comuns são albumina a 5% ou plasma fresco congelado (PFC), dependendo da condição clínica do paciente e da necessidade de fatores de coagulação.

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