Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Um jovem de 23 anos de idade apresentou-se no pronto-socorro com diarreia sanguinolenta, desconforto abdominal, letargia e dor de cabeça. No exame físico, estava letárgico e confuso. Havia petequeias no tórax, axilas e braços do paciente, e sua temperatura corporal era de 38,9 °C. O exame de sangue revelou: leucócitos = 18.000/mm3, sódio = 135 mEq/L, potássio = 5,5 mEq/L, cloreto = 89 mEq/L, plaquetas = 15.000/mm, hemoglobina = 7,9 g/dL, ureia = 45 mg/dL, creatinina = 2,9 mg/dL, amilase = 32 U/L, TP = 12,2 segundos, TTPA = 40 segundos e enzimas hepáticas levemente elevadas. O hematologista foi consultado e recomendou a plasmaférese imediata.A partir desse caso clínico, assinale a opção em que a veia indicada é a mais adequada à punção para implantar o citado tipo de cateter.
PTT/SHU grave → Plasmaférese imediata. Acesso venoso de alto fluxo → Veia femoral é preferencial para cateter de plasmaférese.
O quadro clínico sugere uma microangiopatia trombótica (PTT/SHU), que exige plasmaférese imediata. Para este procedimento, é necessário um cateter de alto fluxo, e a veia femoral é frequentemente a escolha mais adequada devido ao seu grande calibre e menor risco de pneumotórax/hemotórax em emergências.
A plasmaférese terapêutica é um procedimento que remove o plasma do sangue do paciente, substituindo-o por plasma fresco congelado ou albumina, com o objetivo de remover substâncias patogênicas (autoanticorpos, imunocomplexos, toxinas) que estão causando a doença. É uma terapia de resgate vital em condições como a Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU), que são microangiopatias trombóticas caracterizadas por trombocitopenia, anemia hemolítica microangiopática, disfunção renal e neurológica. O caso clínico apresentado, com diarreia sanguinolenta, petequeias, anemia, trombocitopenia e insuficiência renal aguda, é altamente sugestivo de uma microangiopatia trombótica, como PTT ou SHU. Nessas condições, a plasmaférese deve ser iniciada o mais rápido possível para evitar danos irreversíveis aos órgãos. Para a realização da plasmaférese, é essencial um acesso venoso central de alto fluxo, capaz de suportar as taxas de fluxo necessárias para o processamento do sangue. Entre as opções de acesso venoso central, a veia femoral é frequentemente a escolha mais adequada para a inserção de cateteres de plasmaférese. Isso se deve ao seu grande calibre, que permite um fluxo sanguíneo robusto, e à sua localização, que confere menor risco de complicações pulmonares (pneumotórax, hemotórax) em comparação com as veias jugular interna ou subclávia. Embora apresente riscos como infecção e trombose, a experiência do operador e a técnica asséptica rigorosa são fundamentais para minimizar essas intercorrências e garantir a segurança e eficácia do procedimento.
A plasmaférese é indicada principalmente para microangiopatias trombóticas como Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) atípica, além de algumas doenças autoimunes e neurológicas graves, como a Síndrome de Guillain-Barré.
A veia femoral é preferida para cateteres de plasmaférese devido ao seu grande calibre, que permite alto fluxo sanguíneo necessário para o procedimento, e por apresentar menor risco de complicações como pneumotórax ou hemotórax em comparação com acessos subclávios ou jugulares.
Os riscos incluem infecção local, trombose venosa profunda, sangramento e, menos frequentemente, lesão arterial. A técnica asséptica rigorosa e a experiência do operador são cruciais para minimizar essas complicações.
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