Plasma Fresco Congelado: Indicações Essenciais na Prática

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

A administração intravenosa de Plasma Fresco Congelado, atualmente, é recomendada nas seguintes situações:

Alternativas

  1. A) INR menor do que 1,5 ou se o tempo de protrombina (TP) e o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) estiverem abaixo de 60%.
  2. B) Pacientes com doença hepática, com TP e TTPa minimamente alterados e com sangramento normal.
  3. C) Pacientes com grave deficiência congénita de IgA circulante.
  4. D) Reposição de volume, suporte nutricional e reposição de imunoglobulinas.
  5. E) Presença de sangramento ativo ou se houver risco de sangramento em um procedimento de emergência.

Pérola Clínica

PFC → Indicado para coagulopatia com sangramento ativo ou risco iminente em procedimentos invasivos.

Resumo-Chave

O Plasma Fresco Congelado (PFC) é indicado principalmente para a correção de coagulopatias complexas em pacientes com sangramento ativo ou que necessitam de reversão rápida da anticoagulação antes de procedimentos invasivos de emergência com alto risco de sangramento. Ele repõe múltiplos fatores de coagulação, incluindo os lábeis (V e VIII).

Contexto Educacional

O Plasma Fresco Congelado (PFC) é um hemoderivado obtido do sangue total, contendo todos os fatores de coagulação, incluindo os fatores lábeis V e VIII, além de proteínas plasmáticas. Sua administração é uma intervenção crítica em diversas situações clínicas, mas deve ser utilizada com parcimônia devido aos riscos transfusionais, como reações alérgicas, sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO) e lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI). A fisiopatologia subjacente à necessidade de PFC geralmente envolve uma deficiência de múltiplos fatores de coagulação, seja por produção hepática comprometida (doença hepática grave), consumo excessivo (coagulação intravascular disseminada - CIVD) ou diluição (transfusão maciça). O PFC atua repondo esses fatores, restaurando a hemostasia e prevenindo ou controlando o sangramento. As indicações atuais para a administração de PFC são estritas e baseadas em evidências. As principais incluem: sangramento ativo clinicamente significativo em pacientes com coagulopatia (INR > 1.5 ou TP/TTPa prolongados), reversão rápida de anticoagulação oral (ex: varfarina) em situações de emergência com sangramento ou necessidade de procedimento invasivo, e profilaxia de sangramento em pacientes coagulopatas que serão submetidos a procedimentos invasivos de alto risco. Não é indicado para reposição de volume, suporte nutricional ou como fonte de imunoglobulinas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais condições que levam à necessidade de Plasma Fresco Congelado?

As principais condições incluem coagulopatias complexas com sangramento ativo, reversão rápida de anticoagulação oral (como varfarina) em emergências, deficiência de múltiplos fatores de coagulação (ex: doença hepática grave) e coagulopatia de consumo (CID).

Por que o Plasma Fresco Congelado não é recomendado para reposição de volume ou suporte nutricional?

O Plasma Fresco Congelado não é recomendado para reposição de volume devido ao risco de sobrecarga circulatória e reações transfusionais, e existem soluções mais seguras e eficazes para esse fim. Para suporte nutricional, não é uma fonte adequada de nutrientes.

Qual a diferença entre Plasma Fresco Congelado e crioprecipitado em termos de indicação?

O PFC contém todos os fatores de coagulação, enquanto o crioprecipitado é rico em Fator VIII, Fator XIII, fibrinogênio e Fator de von Willebrand. O crioprecipitado é preferencial para deficiência de fibrinogênio ou hemofilia A quando o Fator VIII concentrado não está disponível.

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