HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Com as resoluções da Conferência Mundial de Saúde em Alma-Ata e da criação do Programa de Medicina Tradicional, no fim dos anos 1970, preocupada em promover maior acesso a tecnologias seguras e de baixo custo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando seus Estados-membros a desenvolverem políticas e programas que deem respaldo e qualificação a práticas de cuidados em saúde advindas da tradição popular e das chamadas medicinas alternativas e complementares que gozem de reconhecida segurança e eficácia. Assinale a alternativa correra.
Plantas medicinais: complexidade de princípios ativos e variabilidade de produção dificultam estudos farmacológicos.
A complexidade das plantas medicinais reside na presença de múltiplos princípios ativos e na variação de suas concentrações dependendo de fatores como solo, clima e método de preparo. Isso representa um desafio significativo para a padronização e para os estudos de farmacocinética e farmacodinâmica, essenciais para garantir segurança e eficácia.
A Conferência de Alma-Ata em 1978 foi um marco na saúde pública global, promovendo a atenção primária à saúde e o reconhecimento da importância das medicinas tradicionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem incentivado a integração de práticas de saúde populares e complementares, desde que sua segurança e eficácia sejam comprovadas, visando ampliar o acesso a cuidados de baixo custo. No entanto, o estudo científico das plantas medicinais apresenta desafios consideráveis. A alternativa correta destaca a complexidade inerente a essas substâncias: as plantas contêm uma miríade de princípios ativos que podem variar significativamente em quantidade e composição dependendo de fatores como a espécie, o local de cultivo, o clima, o método de colheita e a forma de preparo. Essa variabilidade dificulta enormemente a padronização para estudos de farmacocinética (o que o corpo faz com a droga) e farmacodinâmica (o que a droga faz no corpo). Para residentes, é crucial reconhecer que "natural" não significa automaticamente "seguro" ou "eficaz". A falta de estudos rigorosos e padronizados pode levar a interações medicamentosas perigosas, toxicidade ou ineficácia. Portanto, a abordagem deve ser crítica e baseada em evidências, integrando o conhecimento tradicional com a pesquisa científica para garantir a segurança e o benefício dos pacientes.
É difícil devido à presença de múltiplos princípios ativos e à variação de suas concentrações, que dependem de fatores como espécie, cultivo, colheita e processamento, dificultando a padronização.
Sim, a OMS estimula o desenvolvimento de políticas e programas que respaldem práticas de cuidados em saúde advindas da tradição popular, desde que tenham reconhecida segurança e eficácia.
Os riscos incluem interações medicamentosas, toxicidade devido a dosagem inadequada ou contaminação, e a falta de eficácia comprovada para certas condições, podendo atrasar tratamentos convencionais.
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