FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A relação médico-paciente, até pouco tempo, era unidirecional. O paciente encontrava-se em posição submissa, investindo o médico com forte aura de idealização e magia. Na década atual, o profissional da saúde deve utilizar seus conhecimentos técnicos, bem como conceber o seu paciente como em similar e não apenas como uma máquina que precisa de reparação. Quanto aos planos da relação médico-paciente, é CORRETO afirmar:
Relação médico-paciente tem planos superficial (racional, consciente) e profundo (emocional, inconsciente, transferência/contratransferência).
A relação médico-paciente é complexa e se desenvolve em dois planos principais: o superficial, que envolve a demanda racional e consciente do paciente por ajuda técnica, e o profundo, onde atuam aspectos emocionais, inconscientes, como a transferência (sentimentos do paciente para o médico) e a contratransferência (sentimentos do médico para o paciente). O profissional deve reconhecer ambos para uma abordagem integral.
A relação médico-paciente é um dos pilares fundamentais da prática médica, evoluindo de um modelo paternalista para um modelo mais centrado no paciente, onde a autonomia e a participação ativa do indivíduo são valorizadas. Compreender a dinâmica dessa relação é essencial para uma medicina humanizada e eficaz. Essa relação se desenvolve em diferentes níveis, classicamente descritos como planos superficial e profundo. O plano superficial da relação médico-paciente é aquele que se manifesta de forma mais explícita e consciente. Nele, o paciente apresenta uma demanda racional e objetiva por ajuda, buscando no médico o conhecimento técnico e a expertise para resolver seu problema de saúde. O médico, por sua vez, utiliza seus conhecimentos científicos para diagnosticar e propor um tratamento. Este plano é marcado pela comunicação verbal direta e pela troca de informações factuais. Já o plano profundo é mais complexo e envolve aspectos emocionais, inconscientes e subjetivos. É neste nível que fenômenos como a transferência (o paciente projeta no médico sentimentos, expectativas e experiências de relações passadas) e a contratransferência (as reações emocionais e inconscientes do médico em relação ao paciente) se manifestam. O reconhecimento e a gestão desses aspectos são cruciais para evitar vieses, construir uma relação terapêutica sólida e garantir uma abordagem integral do paciente, que vai além da mera doença.
O plano superficial é caracterizado pela demanda racional e consciente do paciente por ajuda técnica e pelo conhecimento científico do médico. É o nível onde a comunicação é mais objetiva e focada na queixa principal e no tratamento.
O plano profundo envolve aspectos emocionais e inconscientes, como a transferência (o paciente projeta sentimentos passados no médico) e a contratransferência (o médico reage emocionalmente ao paciente). Ele pode influenciar a confiança, a adesão e a percepção do tratamento.
Reconhecer tanto o plano superficial quanto o profundo permite ao médico uma compreensão mais completa do paciente, promovendo uma comunicação mais eficaz, construindo uma relação de confiança e facilitando o manejo de questões emocionais que podem impactar a saúde e o tratamento.
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