SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
No toque obstétrico, quando o dedo indicador está na mesma altura que o dedo médio, ao nível das espinha ciáticas, na avaliação da descida, é correto afirmar que a apresentação está no plano
Espinhas isquiáticas = marco anatômico do plano zero de DeLee, indicando que a apresentação fetal atingiu o diâmetro pélvico mais estreito.
Os planos de DeLee utilizam as espinhas isquiáticas como o ponto de referência fundamental (plano zero) para avaliar a descida da apresentação fetal na pelve. Valores negativos (-1, -2, -3) indicam que a apresentação está acima das espinhas, enquanto valores positivos (+1, +2, +3) indicam que já as ultrapassou.
A avaliação da progressão do trabalho de parto é um pilar da assistência obstétrica e envolve a análise da dilatação cervical, do esvaecimento e da descida da apresentação fetal. Os planos de DeLee são o sistema mais utilizado mundialmente para quantificar objetivamente a descida da cabeça fetal através da pelve materna. Este sistema define o nível das espinhas isquiáticas como o plano zero. As espinhas representam o diâmetro interespinhoso, que é o menor diâmetro da pelve óssea. Quando o ponto mais baixo da apresentação fetal atinge este nível, diz-se que está 'insinuado' ou no plano zero. A posição da apresentação é então descrita em centímetros acima (valores negativos, como -1, -2) ou abaixo (valores positivos, como +1, +2) deste marco. A correta identificação dos planos de DeLee é crucial para o preenchimento do partograma e para a tomada de decisões clínicas, como a indicação de analgesia, o momento da amniotomia e a identificação de distócias de progressão. Uma falha na descida fetal, apesar de contrações eficazes e dilatação completa, pode sinalizar uma desproporção cefalopélvica, exigindo intervenção.
Durante o toque, o examinador deve palpar as paredes laterais da pelve. As espinhas isquiáticas são sentidas como duas proeminências ósseas pontiagudas, uma de cada lado, representando o diâmetro mais estreito da pelve média.
A parada de progressão da descida no plano zero por mais de 1-2 horas (dependendo da paridade e analgesia) pode indicar desproporção cefalopélvica ou distócia de rotação. A conduta envolve reavaliar a contratilidade uterina, a posição fetal e considerar medidas como amniotomia, analgesia ou, em último caso, cesariana.
A principal diferença é a praticidade e precisão. Os planos de DeLee oferecem uma medida quantitativa (em cm) da descida a partir de um marco fixo (espinhas isquiáticas), sendo mais útil para o acompanhamento no partograma. Os planos de Hodge são mais teóricos e descritivos, dividindo a pelve em quatro níveis.
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