SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Enzo, 5 anos de idade, apresenta diarreia líquida, sem muco ou sangue há 2 dias. A mãe diz que ele vem apresentando cerca de 4 a 5 episódios diários, sem febre, náuseas ou vómitos. Não apresenta qualquer comorbidade. Ao exame está alerta, olhos com lágrimas, boca e língua úmidas, pulso cheio e enchimento capilar normal, A abordagem correta diante do caso descrito é adotar:
Criança com diarreia, sem sinais de desidratação ou com desidratação leve → Plano A: prevenção de desidratação domiciliar.
Enzo apresenta diarreia líquida sem sinais de desidratação grave ou moderada (alerta, olhos com lágrimas, boca/língua úmidas, pulso cheio, enchimento capilar normal). Portanto, a abordagem correta é o Plano A, focado na prevenção da desidratação em ambiente domiciliar, com aumento da ingestão de líquidos e manutenção da alimentação.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. A desidratação é a complicação mais grave e evitável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil preconizam uma abordagem baseada em planos de tratamento (A, B e C) para guiar a conduta de acordo com o grau de desidratação. O reconhecimento precoce dos sinais de desidratação é fundamental para a escolha do plano adequado. O Plano A é indicado para crianças com diarreia que não apresentam sinais de desidratação ou que possuem desidratação leve. Os sinais de desidratação leve incluem: criança alerta, olhos com lágrimas, boca e língua úmidas, pulso cheio e enchimento capilar normal. A ausência de sinais como olhos encovados, boca seca, sede intensa, letargia ou irritabilidade, e perda da elasticidade da pele indica que a desidratação não é moderada ou grave. A abordagem do Plano A foca na prevenção da desidratação em ambiente domiciliar. Isso envolve o aumento da oferta de líquidos (soro de reidratação oral, água, sucos naturais), a manutenção da alimentação habitual da criança para evitar a desnutrição e a educação dos pais sobre os sinais de piora que indicam a necessidade de retornar ao serviço de saúde. O uso rotineiro de antibióticos e antidiarreicos não é recomendado, pois a maioria das diarreias agudas em crianças é de etiologia viral e autolimitada.
Sinais de desidratação leve incluem criança alerta, olhos com lágrimas presentes, boca e língua úmidas, pulso cheio e enchimento capilar normal. Não há sinais de desidratação moderada ou grave.
O Plano A consiste em aumentar a oferta de líquidos (água, soro de reidratação oral, sucos), manter a alimentação habitual da criança e ensinar os pais a reconhecer os sinais de piora para buscar atendimento médico.
O uso de antibióticos na diarreia aguda em crianças é restrito a casos específicos, como diarreia com sangue (disenteria), suspeita de cólera, ou diarreia em imunocomprometidos. Não é rotineiramente indicado para diarreia líquida sem complicações.
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