Manejo Integral do Diabetes e Hipertensão na Atenção Primária

TECM Prática - Prova Prática de Clínica Médica — Prova 2025

Enunciado

Caso clínico: • Paciente: Cícera, 59 anos, residente em zona rural do Piauí, atendida em UBS após episódio isolado de síncope transitória, encontrando-se em estado clínico estável no momento da avaliação; • História médica: desconhece diagnóstico prévio de hipertensão, nunca realizou exames laboratoriais ou ECG, refere cansaço constante e formigamento nos pés há 6 meses, nunca acompanhada por equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF); • Exame físico: PA: 170x100 mmHg, FC: 58 bpm, T: 36,5°C, palidez cutaneomucosa, reflexos lentificados, pulsos periféricos presentes, edema ++ em membros inferiores, sensibilidade diminuída em “meia”. Exames realizados: glicemia capilar 236 mg/dL; ECG com bloqueio de ramo direito e intervalo QT limítrofe; glicemia de jejum 158 mg/dL; • Retorno: paciente apresenta há 3 dias polaciúria e turvação urinária, sem febre. De acordo com as diretrizes do SUS e da Atenção Primária, qual deve ser a conduta inicial prioritária nesta paciente?

Alternativas

  1. A) Instituir insulinoterapia imediata na unidade básica de saúde, com esquema basal bolus associado a monitorização rigorosa da glicemia capilar, e encaminhar a paciente ao serviço de endocrinologia terciário, considerando o risco de complicações agudas e a ausência de acompanhamento prévio.
  2. B) Encaminhar a paciente de forma imediata ao pronto-socorro de referência para investigação hospitalar da síncope relatada, uma vez que não dispõe de exames prévios e apresenta alterações eletrocardiográficas, sem iniciar condutas na Atenção Primária.
  3. C) Realizar notificação compulsória do novo diagnóstico de diabetes mellitus ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), conforme rotina de vigilância epidemiológica, e organizar acompanhamento eventual de acordo com a disponibilidade da paciente em procurar o serviço.
  4. D) Estruturar um plano terapêutico singular com acompanhamento regular pela equipe multiprofissional da ESF, incluindo educação em saúde, controle pressórico, solicitação de exames complementares (HbA1c, perfil lipídico, função renal, urina tipo I, microalbuminúria e fundo de olho), abordagem inicial de neuropatia periférica e encaminhamentos conforme necessidade, garantindo continuidade do cuidado no território.
  5. E) Direcionar a paciente para atendimento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), considerando a possibilidade de sofrimento psíquico diante do impacto do diagnóstico de doença crônica, e priorizar abordagem psicoterapêutica antes da implementação de condutas clínicas estruturadas.

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