UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Considere uma família acompanhada em uma Unidade de Estratégia de Saúde da Família. Aline, 24 anos, grávida do segundo filho, está com 14 semanas de gestação. Jonathan, seu marido, tem 28 anos e está desempregado. Mora com eles o primeiro filho, Miguel, de três anos e o pai de Aline, Adilson, que tem 59 anos e é diabético tipo 2. A casa tem apenas um quarto e fica dentro de uma comunidade. Miguel é saudável e está com a vacinação em dia. Adilson, 59 anos, é diabético tipo 2. Considerando a proposta do Plano Nacional de Enfrentamento das Doenças Crônicas, além do tabagismo, os seguintes fatores devem ser monitorados na linha de cuidado deste paciente:
DCNT: Monitorar tabagismo, consumo de álcool, dieta inadequada e inatividade física.
O Plano Nacional de Enfrentamento das DCNT foca nos quatro principais fatores de risco modificáveis que compartilham determinantes sociais e econômicos para reduzir a mortalidade prematura.
O Plano Nacional de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil é uma resposta estratégica para o aumento da carga dessas doenças. Ele prioriza o controle de fatores de risco comuns que podem ser prevenidos. Para pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2, como o caso de Adilson, o manejo vai além do controle glicêmico medicamentoso, exigindo intervenções robustas na alimentação, atividade física e redução do consumo de álcool e tabaco. A abordagem deve ser integrada à realidade socioeconômica da família, considerando o contexto de vulnerabilidade apresentado no enunciado.
O Plano Nacional foca no tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física e alimentação inadequada, pois são fatores modificáveis que impactam as quatro principais DCNT (circulatórias, câncer, respiratórias e diabetes).
O objetivo é reduzir a mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis através de ações de vigilância, promoção da saúde e fortalecimento da linha de cuidado integral no SUS.
A equipe deve realizar o acompanhamento longitudinal, incentivando mudanças de estilo de vida e monitorando indicadores de saúde através de visitas domiciliares e consultas programadas, focando nos determinantes sociais.
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