FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Durante o primeiro trimestre de atuação em uma Unidade de Saúde da Família (USF), uma medica identifica um número crescente de pacientes com descompensações de doenças crônicas, frequentes internações hospitalares e baixa adesão ao seguimento ambulatorial. Ao revisar os dados do território com a equipe multiprofissional, observa se que boa parte dessas pessoas reside em uma área com alta vulnerabilidade social, dificuldades de transporte, baixa escolaridade e vínculos frágeis com os serviços de saúde. A médica propõe uma intervenção comunitária centrada no reconhecimento dos determinantes sociais e na construção de vínculo territorializado entre a equipe e os usuários. Com relação ao descrito acima, assinale a alternativa CORRETA.
Descompensação crônica + vulnerabilidade social → Intervenção comunitária = Plano de ação participativo, diagnóstico situacional, vínculo, intersetorialidade.
A abordagem de problemas de saúde em áreas de alta vulnerabilidade social na Atenção Primária requer um plano de ação comunitária baseado em diagnóstico situacional participativo. Isso fortalece o vínculo territorial, identifica fatores de risco coletivos e permite ações intersetoriais focadas na promoção da saúde.
A questão aborda um desafio comum na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente em Unidades de Saúde da Família (USF): a gestão de pacientes com doenças crônicas em contextos de alta vulnerabilidade social. A descompensação frequente e a baixa adesão ao tratamento são reflexos diretos dos determinantes sociais da saúde, que incluem fatores como dificuldades de transporte, baixa escolaridade e vínculos frágeis com os serviços. A solução proposta pela médica, e validada pela alternativa correta, enfatiza a necessidade de uma abordagem comunitária e participativa. A elaboração de um plano de ação comunitária, fundamentado em um diagnóstico situacional construído com a comunidade, é essencial. Essa estratégia permite identificar coletivamente os fatores de risco e as necessidades, fortalecer o vínculo entre a equipe e os usuários, e planejar ações intersetoriais que transcendam o cuidado clínico individual, focando na promoção da saúde e na abordagem dos determinantes sociais. Isso contrasta com abordagens puramente clínicas ou focadas em mutirões, que não resolvem as causas subjacentes dos problemas de saúde.
São as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham, que afetam sua saúde, como renda, educação, moradia, acesso a serviços e condições de trabalho.
O diagnóstico situacional permite à equipe de saúde e à comunidade identificar os problemas de saúde, seus determinantes e os recursos disponíveis, servindo de base para o planejamento de ações eficazes e contextualizadas.
O vínculo territorializado fortalece a relação de confiança entre a equipe de saúde e os usuários, facilitando a adesão ao tratamento, o acesso aos serviços e a participação da comunidade nas ações de promoção e prevenção.
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