Epilepsia e Gravidez: Manejo do Ácido Valproico

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020

Enunciado

Eliza, 23 anos, vem consultar com seu médico, junto com o marido, porque estão pensando em ter filhos. Eles estão casados há 1 ano. Ela se preocupa porque tem epilepsia desde a adolescência e leu uma reportagem que dizia que os medicamentos anticonvulsivantes podem aumentar o risco de malformações no bebê, mas que algumas mulheres podem ter aumento das crises convulsivas durante a gravidez e que isto também pode causar mal para o feto. Ela traz um atestado do neurologista que lhe acompanhava anteriormente, que menciona que ela tem epilepsia primária, com crises tônico-clônicas generalizadas. Eliza diz que fez uso de carbamazepina, mas não teve controle adequado das crises. Obteve melhora com ácido valproico, que toma há uns 5 anos, na dose de 500 mg 3 vezes ao dia. A última crise ocorreu há 3 anos. Ela está em uso de levonorgestrel 75 mcg + etinilestradiol 30 mcg. A conduta inicial mais adequada neste caso é:

Alternativas

  1. A) reduzir gradualmente a dose de ácido valproico, procurando mantê-la abaixo de 700 mg/dia, pois nesta dose diminuem os riscos de malformações
  2. B) suspender gradualmente ácido valproico e introduzir fenobarbital, trocando o anticoncepcional oral por medroxiprogesterona injetável trimestral até avaliar se as crises permanecerão controladas
  3. C) encaminhar para neurologia para avaliar a possibilidade de troca de ácido valproico por lamotrigina ou levetiracetam, pois estes dois anticonvulsivantes têm menor risco de causar danos para o feto
  4. D) solicitar um eletroencefalograma e se o resultado estiver normal, tentar suspender ácido valproico gradualmente, observando se voltará a ter crises

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