UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
“Mariana e Paulo voltam à consulta com Dr. Guilherme para discutirem sobre planejamento familiar. Mariana é a segunda união de Paulo, do primeiro casamento, ele já tem 2 filhos e não deseja mais. Várias opções são apresentadas ao casal, visto que Mariana tem 20 anos. Decidem por um método. Mariana aproveita a consulta para conversar sobre as varizes que tem em membros inferiores, e relata o histórico de trombose aos 16 anos. Iniciou anticoncepcional aos 13 anos, quando teve sua primeira relação sexual”. O desejo da contracepção pode vir do casal, mas na rotina médica, todo profissional deve abordar em suas consultas clínicas sobre o planejamento familiar. Sobre os métodos contraceptivos, assinale a alternativa INCORRETA:
Enxaqueca com aura = Contraindicação absoluta (Categoria 4) aos estrogênios em qualquer idade.
O planejamento familiar no Brasil é regido por lei específica para métodos definitivos, enquanto a escolha de hormonais deve seguir rigorosamente os critérios de elegibilidade da OMS.
O manejo da contracepção exige um equilíbrio entre o desejo da paciente e suas comorbidades clínicas. A Lei 9.263/96 define os parâmetros legais para métodos definitivos, visando garantir a autonomia reprodutiva. Clinicamente, a história de trombose e enxaqueca com aura são sinais de alerta críticos. Segundo os critérios de elegibilidade da OMS, pacientes com risco cardiovascular aumentado ou histórico de eventos tromboembólicos devem evitar estrogênios, sendo o DIU (cobre ou hormonal) ou pílulas de progestágeno isolado as opções mais seguras. O conhecimento da legislação e das contraindicações médicas é essencial para a prática da ginecologia e medicina de família.
De acordo com a atualização da Lei 9.263/96 (pela Lei 14.443/2022), a esterilização voluntária é permitida em homens e mulheres com capacidade civil plena, maiores de 21 anos OU com pelo menos dois filhos vivos, respeitado o prazo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.
Apenas os métodos combinados (estrogênio + progestágeno) são contraindicados. Enxaqueca com aura é Categoria 4 (risco inaceitável) da OMS. Para mulheres acima de 35 anos com enxaqueca sem aura, também é Categoria 4.
O DIU de prata na verdade combina cobre e prata. A prata é adicionada para diminuir a fragmentação do cobre, o que teoricamente reduz a oxidação e pode diminuir efeitos colaterais como aumento do fluxo menstrual e cólicas em comparação ao DIU de cobre puro.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo