UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2018
Sobre o Planejamento Estratégico Situacional (PES) em saúde, pode-se afirmar que:
PES em saúde → reconhece complexidade, componente político e diversidade de atores na gestão.
O Planejamento Estratégico Situacional (PES) de Carlos Matus é uma abordagem que reconhece a natureza política e multifacetada da gestão em saúde. Ele enfatiza a participação de diversos atores e a constante reavaliação das estratégias frente à realidade dinâmica, distanciando-se de modelos puramente normativos.
O Planejamento Estratégico Situacional (PES), desenvolvido por Carlos Matus, é uma metodologia crucial para a gestão em saúde, especialmente em contextos de sistemas públicos complexos como o SUS. Ele surge como uma resposta à limitação dos modelos de planejamento tradicionais, que muitas vezes ignoram a dimensão política e a diversidade de interesses envolvidos na implementação de políticas de saúde. Compreender o PES é fundamental para residentes e gestores que atuam na Atenção Primária e na gestão de redes de saúde. A essência do PES reside no reconhecimento de que o planejamento não é um ato puramente técnico, mas profundamente político. Ele envolve a identificação de problemas (momentos explicativo), a proposição de soluções (momento normativo), a análise da viabilidade e dos atores envolvidos (momento estratégico) e a execução e monitoramento (momento tático-operacional). A constante interação entre esses momentos e a capacidade de adaptação às mudanças do cenário são pilares do PES. Para a prática em saúde, o PES incentiva a participação ativa de diversos atores – gestores, profissionais, usuários e comunidade – no processo de tomada de decisão. Isso garante que as propostas sejam mais realistas, socialmente relevantes e com maior chance de sucesso, pois consideram as diferentes perspectivas e forças políticas que moldam a realidade da saúde. Dominar essa abordagem permite uma gestão mais eficaz e democrática dos recursos e serviços.
O PES é uma metodologia de planejamento que reconhece a complexidade e a dimensão política da gestão em saúde, proposta por Carlos Matus. Ele busca planejar a partir da situação real, considerando os diversos atores e seus interesses.
A principal diferença é que o PES foca na viabilidade política e na capacidade de governar, enquanto o planejamento normativo se concentra na formulação de planos ideais sem considerar as restrições e os atores envolvidos. O PES é mais dinâmico e adaptativo.
Os 'atores-sujeitos' são todos os indivíduos e grupos que possuem interesses e capacidade de influenciar o processo de planejamento e gestão em saúde, incluindo gestores, profissionais, usuários, comunidade e outros setores da sociedade.
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