SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
O tipo de placentação em gêmeos monozigóticos irá depender do período em que ocorre a divisão do zigoto em relação à fertilização. Se a divisão ocorrer entre o 3º e o 8º dia após a fertilização, o resultado esperado é uma placentação:
Gêmeos monozigóticos: divisão 3-8 dias pós-fertilização → placentação monocoriônica diamniótica (MCDA).
A placentação em gêmeos monozigóticos depende do momento da divisão do zigoto. Se a divisão ocorre entre o 3º e o 8º dia após a fertilização, os gêmeos compartilharão a mesma placenta (monocoriônica) mas terão sacos amnióticos separados (diamniótica), o que confere riscos específicos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal.
A compreensão da placentação em gestações gemelares monozigóticas é um pilar fundamental na obstetrícia, impactando diretamente o acompanhamento pré-natal e o prognóstico. Gêmeos monozigóticos, ou idênticos, resultam da fertilização de um único óvulo por um único espermatozoide, seguido pela divisão do zigoto. O momento em que essa divisão ocorre é o fator determinante para o tipo de placentação, que, por sua vez, define os riscos e o manejo da gestação. Se a divisão do zigoto ocorre nos primeiros três dias após a fertilização, antes da formação do córion e do âmnio, o resultado é uma gestação dicoriônica e diamniótica (DCDA), com duas placentas e dois sacos amnióticos. Quando a divisão acontece entre o 3º e o 8º dia, após a formação do córion, mas antes da formação do âmnio, a placentação será monocoriônica e diamniótica (MCDA), ou seja, uma única placenta e dois sacos amnióticos. Este é o tipo mais comum de gemelaridade monozigótica e o que apresenta maior risco de Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF). Se a divisão ocorrer entre o 8º e o 13º dia, após a formação do córion e do âmnio, a gestação será monocoriônica e monoamniótica (MCMA), com uma única placenta e um único saco amniótico, o que acarreta riscos adicionais como o entrelaçamento dos cordões. Divisões após o 13º dia podem resultar em gêmeos unidos. O reconhecimento precoce do tipo de placentação via ultrassonografia é essencial para estratificar o risco e planejar o acompanhamento adequado, que pode incluir vigilância intensiva e intervenções específicas para complicações como a STFF.
Determinar o tipo de placentação é crucial para o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas (especialmente monoamnióticas) apresentam riscos significativamente maiores de complicações, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e intercorrências relacionadas ao cordão umbilical.
Os tipos são: dicoriônica diamniótica (divisão até 3 dias), monocoriônica diamniótica (divisão entre 3 e 8 dias), monocoriônica monoamniótica (divisão entre 8 e 13 dias) e gêmeos unidos (divisão após 13 dias).
Monocoriônica diamniótica significa que os gêmeos compartilham uma única placenta (monocoriônica) mas possuem sacos amnióticos separados (diamniótica). Este tipo de placentação é o mais comum em gêmeos monozigóticos e está associado a riscos como a STFF.
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