CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Gestante, 37 semanas, foi a maternidade com sangramento vaginal abundante, vermelho rutilante. Ao exame as mucosas estavam descoradas ++/4+, útero com tônus normal, sem atividade uterina, colo com dilatação de 3,0 cm. Batimento cardíaco fetal 144 bpm. Realizada ultrassonografia que identificou placenta ocluindo o orifício interno cervical. Qual a conduta adequada?
Placenta prévia total com sangramento ativo → cesariana de emergência.
Em gestante com placenta prévia total e sangramento vaginal ativo, a conduta é a cesariana de emergência, independentemente da idade gestacional (se houver comprometimento materno ou fetal), pois o parto vaginal é contraindicado devido ao risco de hemorragia maciça.
A placenta prévia é uma condição obstétrica caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, com incidência que varia de 0,3% a 0,5% das gestações. Os fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesarianas anteriores, curetagens e tabagismo. O quadro clínico clássico é o sangramento vaginal indolor, vermelho rutilante, que ocorre geralmente no segundo ou terceiro trimestre. No caso de placenta prévia total, como descrito na questão, o sangramento pode ser abundante e recorrente. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal, que é o método mais preciso. O toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia devido ao risco de exacerbar a hemorragia. A conduta depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e do tipo de placenta prévia. Em casos de placenta prévia total com sangramento ativo e abundante, a cesariana de emergência é a conduta adequada, independentemente da idade gestacional, para preservar a vida materna e fetal. O parto vaginal é contraindicado na placenta prévia total devido ao risco de hemorragia incontrolável durante a dilatação cervical.
O principal sintoma é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e intermitente, geralmente no segundo ou terceiro trimestre, sem dor abdominal ou hipertonia uterina.
O toque vaginal pode desencadear ou agravar o sangramento, pois pode atingir diretamente a placenta, aumentando o risco de hemorragia maciça. O diagnóstico é feito por ultrassonografia.
Placenta prévia total ocorre quando a placenta cobre completamente o orifício interno do colo uterino. Na parcial, ela cobre apenas parte do orifício. A marginal se aproxima, mas não cobre.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo