UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma adolescente de 18 anos apresenta placenta prévia marginal no exame ultrassonográfico , com 22 semanas de gestação. Ela não tem sangramento vaginal. Qual das alternativas a seguir é o manejo mais adequado?
Placenta prévia marginal < 28 semanas sem sangramento → reavaliar por USG com 32 semanas devido à alta chance de migração.
A placenta prévia diagnosticada no segundo trimestre, especialmente a marginal e sem sangramento, tem alta probabilidade de "migrar" (na verdade, o segmento uterino inferior se alonga, afastando a placenta do orifício interno do colo). Portanto, a conduta mais adequada é a observação e reavaliação ultrassonográfica posterior, geralmente entre 32 e 34 semanas.
A placenta prévia é definida pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. É classificada em total (cobre completamente o orifício), parcial (cobre parcialmente), marginal (atinge a margem do orifício) ou de inserção baixa (a menos de 2 cm do orifício, mas sem atingi-lo). A incidência varia, mas é uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. No segundo trimestre, o diagnóstico de placenta prévia, especialmente a marginal ou de inserção baixa, não é definitivo. O fenômeno da "migração placentária" é comum, onde o crescimento do segmento uterino inferior afasta a placenta do orifício cervical. Aproximadamente 90% das placentas prévias diagnosticadas antes de 28 semanas se resolvem espontaneamente. Por isso, a conduta inicial para uma placenta prévia marginal assintomática em 22 semanas é expectante. O manejo adequado envolve a reavaliação ultrassonográfica da posição placentária por volta de 32 a 34 semanas de gestação. Se a placenta prévia persistir, o acompanhamento se intensifica, com orientações sobre sinais de alerta (sangramento vaginal), repouso relativo e planejamento do parto. A amniocentese para maturidade pulmonar e a ressonância magnética para acretismo são consideradas apenas em casos de placenta prévia persistente no terceiro trimestre, com fatores de risco para acretismo ou necessidade de parto prematuro. O parto cesariano eletivo é indicado para placenta prévia persistente, geralmente entre 36 e 37 semanas.
A 'migração placentária' refere-se ao afastamento aparente da placenta do orifício interno do colo uterino à medida que a gestação avança. Isso ocorre devido ao crescimento e alongamento do segmento uterino inferior, que 'puxa' a placenta para cima, não a um movimento real da placenta.
A maioria dos casos de placenta prévia diagnosticados antes de 28-30 semanas de gestação, especialmente os tipos marginal ou de inserção baixa, resolve-se espontaneamente até o terceiro trimestre, com a placenta se afastando do orifício cervical interno.
Se a placenta prévia persistir após 32-34 semanas, o manejo inclui repouso relativo, evitar relações sexuais e exercícios extenuantes, monitoramento de sangramentos e, geralmente, agendamento de parto cesariano eletivo entre 36 e 37 semanas, dependendo do tipo de placenta prévia e da presença de sangramento.
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