Placenta Prévia Marginal: Diagnóstico e Conduta na Gestação

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

Gestante de 18 anos de idade, com 22 semanas de gestação, tem diagnóstico de placenta prévia marginal ao ultrassom morfológico. Assinale a conduta mais apropriada:

Alternativas

  1. A) Indução do trabalho de parto com 37 semanas.
  2. B) Programar amniocentese com 34 semanas e, caso seja constatada maturidade pulmonar fetal, realizar cesariana.
  3. C) Programar cesariana com 39 semanas.
  4. D) Realizar ultrassonografia com 32 semanas para reavaliar localização da placenta.

Pérola Clínica

Placenta prévia marginal diagnosticada antes de 28-32 semanas → reavaliar com ultrassom em 32 semanas, pois pode ocorrer migração placentária.

Resumo-Chave

A placenta prévia marginal diagnosticada no segundo trimestre frequentemente 'migra' ou se afasta do orifício cervical interno à medida que o segmento uterino inferior se forma e alonga. Por isso, a conduta inicial é expectante, com reavaliação ultrassonográfica posterior para confirmar a persistência da condição.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou atingindo o orifício cervical interno. É classificada em total, parcial, marginal e baixa inserção. A placenta prévia marginal, como no caso, ocorre quando a borda da placenta alcança o orifício cervical interno, mas não o cobre. A principal complicação é o sangramento vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre, que pode ser grave e levar a morbimortalidade materna e fetal. O diagnóstico é feito por ultrassonografia obstétrica, geralmente durante o ultrassom morfológico de segundo trimestre (entre 18 e 24 semanas). No entanto, é importante ressaltar que muitas placentas que parecem prévias no segundo trimestre 'migram' ou se afastam do orifício cervical interno à medida que a gestação avança e o segmento uterino inferior se desenvolve e alonga. Esse fenômeno é conhecido como 'migração placentária aparente' ou 'trofotropismo'. Devido à alta taxa de resolução espontânea, a conduta mais apropriada para a placenta prévia marginal diagnosticada antes de 28-32 semanas é a observação e a reavaliação ultrassonográfica posterior, tipicamente entre 32 e 34 semanas. Somente se a placenta prévia persistir no terceiro trimestre é que se considera o planejamento de uma cesariana eletiva, geralmente entre 36 e 37 semanas, para evitar os riscos de sangramento maciço associado ao trabalho de parto. A indução do trabalho de parto é contraindicada em casos de placenta prévia.

Perguntas Frequentes

O que é placenta prévia marginal?

A placenta prévia marginal é uma condição onde a borda da placenta atinge, mas não cobre, o orifício cervical interno. É um dos tipos de placenta prévia, que se diferencia da total (cobre totalmente) e da parcial (cobre parcialmente), sendo importante para a decisão da via de parto.

Por que a placenta prévia marginal diagnosticada no segundo trimestre requer reavaliação?

A placenta prévia diagnosticada no segundo trimestre frequentemente se resolve espontaneamente devido ao fenômeno da 'migração placentária', que é o alongamento do segmento uterino inferior, afastando a placenta do orifício cervical interno. Por isso, uma reavaliação ultrassonográfica no terceiro trimestre é crucial para confirmar a localização final.

Qual a conduta para placenta prévia que persiste no terceiro trimestre?

Se a placenta prévia marginal persistir no terceiro trimestre, a conduta geralmente envolve acompanhamento rigoroso, restrição de atividades que possam induzir sangramento, e programação de cesariana eletiva, geralmente entre 36 e 37 semanas, para evitar os riscos de sangramento no trabalho de parto.

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