Placenta Prévia: Diagnóstico e Manejo da Hemorragia Obstétrica

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

No plantão da maternidade em que você está, chega uma paciente de 40 anos, G5PN4, com sangramento vaginal em grande quantidade e dor em baixo ventre. Ela não fez pré-natal e não lembra a DUM, relata para você que está de 8 meses. Ao exame, você identifica os seguintes dados: AU=36cm, BCF=128bpm, Dinâmica uterina ausente e útero com tônus normal, Especular com presença de grande quantidade de sangue na vagina e Toque vaginal não apresenta dilatação. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Descolamento Prematuro de Placenta.
  2. B) Abortamento em Curso.
  3. C) Acretismo placentário.
  4. D) Vasa Prévia.
  5. E) Placenta Prévia.

Pérola Clínica

Placenta prévia → sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, útero normotônico, sem dinâmica uterina no 3º trimestre.

Resumo-Chave

A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, geralmente vermelho vivo, no segundo ou terceiro trimestre da gestação. A ausência de dor abdominal intensa, hipertonia uterina e dinâmica uterina são cruciais para diferenciá-la de outras causas de hemorragia.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É a principal causa de hemorragia do terceiro trimestre, afetando cerca de 0,3% a 0,5% das gestações, e é crucial para residentes e estudantes de medicina reconhecerem seus sinais para um manejo adequado. O diagnóstico é suspeitado clinicamente por sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e recorrente, geralmente após a 20ª semana de gestação, sem hipertonia uterina ou dinâmica uterina dolorosa. A ultrassonografia transvaginal é o método padrão-ouro para confirmar a localização placentária. Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesarianas prévias e tabagismo. O manejo depende da idade gestacional, quantidade de sangramento e condição materno-fetal. Em gestações pré-termo com sangramento leve, o manejo conservador pode ser adotado, com repouso e monitoramento. Em casos de sangramento intenso ou gestação a termo, o parto por cesariana é a via de escolha, sendo essencial o preparo para transfusão sanguínea devido ao risco de hemorragia maciça.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da placenta prévia?

A placenta prévia manifesta-se classicamente por sangramento vaginal indolor, de coloração vermelho vivo, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. O útero geralmente mantém tônus normal e não há dinâmica uterina dolorosa.

Como a placenta prévia é diagnosticada?

O diagnóstico de placenta prévia é confirmado por ultrassonografia transvaginal, que avalia a localização da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino. O toque vaginal é contraindicado até que o diagnóstico seja afastado.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de placenta prévia?

A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da paciente, monitoramento materno-fetal e confirmação diagnóstica por ultrassonografia. Em casos de sangramento ativo, pode ser necessária internação e preparo para parto.

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