PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
São situações clínicas que se associam a quadros hemorrágicos, diagnosticadas no primeiro trimestre da gravidez todas as alternativas descritas a seguir, EXCETO:
Placenta prévia é causa de sangramento no 2º/3º trimestre, não no 1º.
A placenta prévia é uma condição em que a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino, e tipicamente se manifesta com sangramento indolor no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, não no primeiro.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gravidez é uma queixa comum e pode ser um sinal de diversas condições, desde benignas até emergências obstétricas graves. A capacidade de realizar um diagnóstico diferencial preciso é fundamental para a conduta clínica e é um tópico frequentemente avaliado em exames de residência. As principais causas de sangramento no primeiro trimestre incluem o abortamento (ameaça, inevitável, incompleto, completo ou retido), a gravidez ectópica e a doença trofoblástica gestacional (mola hidatiforme). Cada uma dessas condições apresenta características clínicas e ultrassonográficas distintas que auxiliam no diagnóstico. Por exemplo, a gravidez ectópica pode cursar com dor abdominal e instabilidade hemodinâmica, enquanto a doença trofoblástica pode apresentar níveis de beta-hCG muito elevados e um padrão ultrassonográfico de 'tempestade de neve'. Em contraste, a placenta prévia é uma condição que se manifesta tipicamente no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, caracterizada por sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e intermitente. Isso ocorre porque a placenta está implantada total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino. No primeiro trimestre, o segmento inferior do útero ainda não está formado e o colo uterino não sofre as dilatações que levariam ao descolamento placentário e sangramento. Portanto, a placenta prévia não é uma causa de hemorragia no primeiro trimestre, sendo este um ponto chave para o diagnóstico diferencial.
As principais causas incluem abortamento (ameaça, incompleto, completo), gravidez ectópica, doença trofoblástica gestacional e sangramentos de origem cervical ou vaginal não relacionados à gestação.
A placenta prévia causa sangramento quando o segmento inferior do útero começa a se formar e dilatar no segundo ou terceiro trimestre, levando ao descolamento de parte da placenta. No primeiro trimestre, o útero ainda não passou por essas modificações significativas.
A diferenciação envolve a história clínica, exame físico, dosagem de beta-hCG e, crucialmente, a ultrassonografia transvaginal para avaliar a localização da gestação, a vitalidade embrionária e a presença de descolamentos ou massas.
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