Placenta Prévia: Diagnóstico e Conduta no Sangramento Indolor

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024

Enunciado

Multípara, G5P4, com 32 semanas de gestação, com queixa de sangramento vaginal indolor. Há 15 dias apresentou sangramento discreto após relação sexual. Ao exame físico, apresenta abdome flácido e ausência de contrações. Os batimentos cardíacos fetais estão na faixa de 140 a 150 bpm. De acordo com estes dados, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Realizar exame ultrassonográfico por via endovaginal para avaliar a possibilidade de placenta prévia.
  2. B) Realizar exame especular e toque para averiguar a ocorrência de implantação placentária anômala.
  3. C) Orientar a gestante para fazer repouso relativo, abstinência sexual e retorno às consultas de pré-natal.
  4. D) Tranquilizar a gestante e orientar para procurar a maternidade, caso ocorra nova perda sanguínea num período de 48 horas.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre → suspeita placenta prévia; USG endovaginal é padrão ouro.

Resumo-Chave

Sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre de gestação, especialmente após relação sexual, é altamente sugestivo de placenta prévia. O exame ultrassonográfico transvaginal é o método diagnóstico padrão ouro, pois permite a localização precisa da placenta e a confirmação do diagnóstico.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata e cuidadosa, pois pode indicar condições graves que ameaçam a vida materna e fetal. A diferenciação entre as causas é fundamental para a conduta adequada, e a história clínica, como a presença de dor, é um fator chave. No caso apresentado, o sangramento vaginal indolor em uma gestante de 32 semanas, com abdome flácido e ausência de contrações, é altamente sugestivo de placenta prévia. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino. O sangramento costuma ser indolor, vermelho vivo e pode ocorrer após relação sexual ou espontaneamente. Em contraste, o descolamento prematuro de placenta geralmente cursa com dor abdominal intensa e útero hipertônico. A conduta inicial em casos de sangramento vaginal no terceiro trimestre é estabilizar a paciente e, crucialmente, realizar uma ultrassonografia para determinar a localização da placenta antes de qualquer exame invasivo. A ultrassonografia transvaginal é o padrão ouro para o diagnóstico de placenta prévia, pois oferece a melhor visualização da relação entre a placenta e o colo. O toque vaginal e o exame especular são contraindicados antes da exclusão de placenta prévia devido ao risco de desencadear hemorragia maciça. Uma vez diagnosticada a placenta prévia, o manejo dependerá do tipo, da idade gestacional e da estabilidade hemodinâmica da paciente, podendo envolver repouso, internação e planejamento do parto.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação?

As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP), vasa prévia, rotura uterina e lesões cervicais ou vaginais. A diferenciação é crucial para o manejo adequado.

Por que o toque vaginal é contraindicado em casos de sangramento vaginal no terceiro trimestre antes da ultrassonografia?

O toque vaginal é contraindicado porque, na presença de placenta prévia, ele pode traumatizar o tecido placentário e desencadear um sangramento maciço e incontrolável, colocando em risco a vida da mãe e do feto.

Qual a importância da ultrassonografia transvaginal no diagnóstico de placenta prévia?

A ultrassonografia transvaginal é o método mais acurado para o diagnóstico de placenta prévia, permitindo a visualização clara da relação entre a placenta e o orifício interno do colo uterino, essencial para a classificação e planejamento do parto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo