FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Multípara, G5P4, com 32 semanas de gestação, com queixa de sangramento vaginal indolor. Há 15 dias apresentou sangramento discreto após relação sexual. Ao exame físico, apresenta abdome flácido e ausência de contrações. Os batimentos cardíacos fetais estão na faixa de 140 a 150 bpm. De acordo com estes dados, assinale a alternativa correta:
Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre → suspeita placenta prévia; USG endovaginal é padrão ouro.
Sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre de gestação, especialmente após relação sexual, é altamente sugestivo de placenta prévia. O exame ultrassonográfico transvaginal é o método diagnóstico padrão ouro, pois permite a localização precisa da placenta e a confirmação do diagnóstico.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata e cuidadosa, pois pode indicar condições graves que ameaçam a vida materna e fetal. A diferenciação entre as causas é fundamental para a conduta adequada, e a história clínica, como a presença de dor, é um fator chave. No caso apresentado, o sangramento vaginal indolor em uma gestante de 32 semanas, com abdome flácido e ausência de contrações, é altamente sugestivo de placenta prévia. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino. O sangramento costuma ser indolor, vermelho vivo e pode ocorrer após relação sexual ou espontaneamente. Em contraste, o descolamento prematuro de placenta geralmente cursa com dor abdominal intensa e útero hipertônico. A conduta inicial em casos de sangramento vaginal no terceiro trimestre é estabilizar a paciente e, crucialmente, realizar uma ultrassonografia para determinar a localização da placenta antes de qualquer exame invasivo. A ultrassonografia transvaginal é o padrão ouro para o diagnóstico de placenta prévia, pois oferece a melhor visualização da relação entre a placenta e o colo. O toque vaginal e o exame especular são contraindicados antes da exclusão de placenta prévia devido ao risco de desencadear hemorragia maciça. Uma vez diagnosticada a placenta prévia, o manejo dependerá do tipo, da idade gestacional e da estabilidade hemodinâmica da paciente, podendo envolver repouso, internação e planejamento do parto.
As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP), vasa prévia, rotura uterina e lesões cervicais ou vaginais. A diferenciação é crucial para o manejo adequado.
O toque vaginal é contraindicado porque, na presença de placenta prévia, ele pode traumatizar o tecido placentário e desencadear um sangramento maciço e incontrolável, colocando em risco a vida da mãe e do feto.
A ultrassonografia transvaginal é o método mais acurado para o diagnóstico de placenta prévia, permitindo a visualização clara da relação entre a placenta e o orifício interno do colo uterino, essencial para a classificação e planejamento do parto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo