Placenta Prévia: Sinais Chave e Diagnóstico no 3º Trimestre

UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Gestante, com 35 semanas, queixa-se de sangramento intenso, vermelho rutilante, indolor. Relata ser o quarto episódio de sangramento durante a gestação, sendo este o de maior intensidade. Ao exame: tono uterino normal. BCF = 146 bpm, regular, apresentação cefálica alta pela palpação abdominal. Metrossístoles ausentes. Exame especular: colo uterino fechado, epitelizado, intenso sangramento pelo orificio externo. O diagnóstico clínico é:

Alternativas

  1. A) Descolamento prematuro de placenta normalmente inserida. 
  2. B) Laceração de colo.
  3. C) Inserção velamentosa de cordão.
  4. D) Placenta prévia.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal 3º trimestre, indolor, vermelho rutilante, útero normotônico = Placenta Prévia.

Resumo-Chave

A tríade clássica de sangramento vaginal no terceiro trimestre, indolor e de coloração vermelho rutilante, associada a um útero com tônus normal e ausência de metrossístoles, é altamente sugestiva de placenta prévia. A apresentação cefálica alta também é um achado comum devido à interposição placentária.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, com incidência de 0,3% a 0,5% das gestações. Sua importância clínica reside no risco de sangramento materno grave e parto prematuro. A fisiopatologia está relacionada a fatores de risco como multiparidade, idade materna avançada, cesarianas anteriores e tabagismo. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela tríade de sangramento vaginal indolor, vermelho rutilante e recorrente no segundo ou terceiro trimestre, com útero relaxado. A confirmação é feita por ultrassonografia transvaginal, que é o método mais seguro e preciso para localizar a placenta. O tratamento da placenta prévia depende da idade gestacional, da intensidade do sangramento e do tipo de placenta prévia. Em casos de sangramento leve e gestação pré-termo, a conduta pode ser expectante, com repouso e monitoramento. Em sangramentos intensos ou gestação a termo, a via de parto preferencial é a cesariana, para evitar hemorragia maciça. O prognóstico materno e fetal melhorou significativamente com o diagnóstico precoce e manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da placenta prévia?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal indolor, de coloração vermelho vivo (rutilante), que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação, com útero normotônico e ausência de dor abdominal.

Como a placenta prévia é diagnosticada?

O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que localiza a placenta em relação ao orifício interno do colo uterino. O exame de toque vaginal é contraindicado em casos de sangramento sem diagnóstico.

Qual a principal diferença entre placenta prévia e descolamento prematuro de placenta?

A placenta prévia causa sangramento indolor e útero normotônico, enquanto o descolamento prematuro de placenta (DPPNI) cursa com dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sangramento escuro.

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