PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Gestante, 38 anos, IV Gesta/III Para, idade gestacional de 35 semanas, com feto único, apresentação pélvica, vivo. Tem como intercorrências clínicas ser tabagista, ter 3 cesáreas prévias e último parto há 1 ano. Apresenta sangramento vaginal que se iniciou discreto, há algumas semanas, mas que ultimamente está mais intenso. Há 2 horas tem hemorragia vaginal, eliminando sangue em coágulos e sensação de desmaio. A despeito da gravidade da hemorragia, não sente dor e continua a perceber a movimentação fetal no útero. Assinale a alternativa que lhe parece CORRETA em relação a este quadro clínico.
Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre, com fatores de risco (cesáreas prévias) → suspeitar de placenta prévia.
O quadro clínico de sangramento vaginal indolor, de início insidioso e progressivo, no terceiro trimestre da gestação, é altamente sugestivo de placenta prévia. Fatores de risco como cesáreas prévias aumentam essa probabilidade. O exame especular é seguro e importante para confirmar a origem do sangramento, desde que não haja suspeita de placenta prévia total.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, com incidência que varia de 0,3% a 2% das gestações. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a saúde materno-fetal. O quadro clínico clássico da placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho vivo, que pode ser intermitente e aumentar em intensidade ao longo do tempo. Fatores de risco importantes incluem cesáreas prévias (como no caso, com 3 cesáreas), multiparidade, idade materna avançada e tabagismo. A ausência de dor abdominal e a manutenção da movimentação fetal são características que a diferenciam de outras causas de sangramento, como o descolamento prematuro de placenta. O diagnóstico definitivo é feito por ultrassonografia transvaginal. A conduta inicial em caso de sangramento vaginal no terceiro trimestre, com suspeita de placenta prévia, envolve a estabilização hemodinâmica da paciente e a avaliação ultrassonográfica. O exame especular é permitido e útil para identificar a origem do sangramento (cervical ou vaginal), mas o toque vaginal é estritamente contraindicado antes da exclusão ultrassonográfica de placenta prévia total, devido ao risco de desencadear uma hemorragia maciça. O manejo subsequente dependerá da idade gestacional, da intensidade do sangramento e do tipo de placenta prévia.
O sinal clássico de placenta prévia é o sangramento vaginal indolor, de cor vermelho vivo, que geralmente ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação. Pode ser intermitente, iniciar discreto e tornar-se mais intenso, sem dor abdominal ou hipertonia uterina.
Fatores de risco incluem cesáreas prévias, multiparidade, idade materna avançada, tabagismo, gestação múltipla, curetagem uterina prévia e história de placenta prévia em gestação anterior. A presença de cicatrizes uterinas é um fator importante.
O exame especular é importante para visualizar o colo uterino e confirmar a origem do sangramento, descartando outras causas como lesões cervicais ou vaginais. No entanto, o toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia antes da confirmação ultrassonográfica, pelo risco de desencadear hemorragia maciça.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo