FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Quartigesta tercipara, 34 anos de idade, 30 semanas de gestação, procura pronto atendimento com queixa de sangramento vaginal, em moderada intensidade, de início súbito, negando dor ou cólicas. Relata que teve sangramento semelhante há 15 dias, em pequena intensidade, por dois dias, que cessou espontaneamente com repouso. Ao exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, afebril, PA: 120X80 mmHg, FC=84 bpm, altura uterina: 30 cm, FCF: 144 bpm, dinâmica uterina ausente, exame especular com sangramento pelo colo uterino e sangue em fundo de saco vaginal. Cardiotocografia categorial I. O diagnóstico provável e a conduta adequada são:
Placenta prévia → sangramento vaginal indolor no 3º trimestre. Estável + <34 sem → corticoterapia para maturação fetal.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre. Em gestações pré-termo com sangramento leve a moderado e estabilidade materno-fetal, a conduta inicial inclui repouso, observação e corticoterapia para maturação pulmonar fetal, especialmente antes de 34 semanas, visando prolongar a gestação.
A placenta prévia é uma condição obstétrica séria definida pela implantação da placenta sobre ou próxima ao orifício interno do colo uterino. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre, afetando a morbimortalidade materna e fetal. Fatores de risco incluem multiparidade, cesarianas anteriores, idade materna avançada e tabagismo. É crucial para o residente reconhecer seus sinais para um manejo adequado. O diagnóstico é feito por ultrassonografia transvaginal, que é o método mais preciso. A apresentação clínica clássica é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, de início súbito e recorrente. A conduta depende da idade gestacional, intensidade do sangramento e condição materno-fetal. Em gestações pré-termo (<34 semanas) com sangramento leve e estabilidade, o manejo conservador com corticoterapia para maturação pulmonar fetal é prioritário, visando prolongar a gestação. O exame de toque vaginal é contraindicado na suspeita de placenta prévia, pois pode exacerbar o sangramento. O prognóstico materno-fetal é diretamente influenciado pela gravidade do sangramento e pela prontidão do manejo. A via de parto para placenta prévia total ou parcial é a cesariana. A decisão do momento do parto é individualizada, buscando o equilíbrio entre a maturidade fetal e o risco de sangramento materno. O residente deve estar apto a diferenciar a placenta prévia de outras causas de sangramento do terceiro trimestre, como o descolamento prematuro de placenta, para aplicar a conduta correta e evitar complicações graves.
A placenta prévia manifesta-se classicamente por sangramento vaginal indolor, de início súbito, geralmente no segundo ou terceiro trimestre da gestação. Pode ser intermitente e variar em intensidade.
Em gestantes pré-termo (<34 semanas) com placenta prévia e sangramento leve a moderado, sem sinais de sofrimento fetal ou instabilidade materna, a conduta inicial inclui repouso, observação hospitalar e administração de corticoterapia para maturação pulmonar fetal.
A principal diferença é a dor: placenta prévia é indolor, enquanto a DPP causa dor abdominal intensa e hipertonia uterina. A DPP também pode apresentar sofrimento fetal e alterações na coagulação mais frequentemente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo