Placenta Prévia: Diagnóstico e Reavaliação Ultrassonográfica

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022

Enunciado

Quartigesta, tercípara com uma cesárea anterior, 32 anos, em ultrassonografia com 16 semanas foi visualizada placenta anterior e distando 4 mm do orifício interno do colo uterino. Qual a orientação adequada para paciente?

Alternativas

  1. A) Seguimento no pré-natal, diagnóstico de placenta prévia e cesárea quando gestação de termo.
  2. B) Solicitar ressonância magnética para investigar acretismo placentário devido à placenta prévia e histórico de cesárea anterior.
  3. C) Diagnóstico de inserção baixa da placenta; solicitar ressonância magnética para investigar posicionamento e acretismo placentário.
  4. D) Repetir o exame de ultrassom com 28 semanas para definição diagnostica — baixa probabilidade de placenta prévia.
  5. E) Acalmar a paciente, pois casos graves de acretimos placentário são mais frequentes em placentas posteriores. Orientar sobre necessidade de cesárea.

Pérola Clínica

Placenta a < 20 mm do OCI antes de 28 semanas é inserção baixa, não placenta prévia definitiva; reavaliar com USG.

Resumo-Chave

O diagnóstico de placenta prévia não deve ser feito antes de 28 semanas de gestação, pois a placenta tem uma alta probabilidade de "migrar" (ascender) com o crescimento uterino. Uma placenta a 4 mm do orifício interno do colo uterino em 16 semanas é considerada de inserção baixa, mas não é um diagnóstico definitivo de placenta prévia.

Contexto Educacional

A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre, podendo levar a complicações maternas e fetais significativas, incluindo hemorragia maciça e parto prematuro. O diagnóstico inicial é feito por ultrassonografia. No entanto, é crucial entender que um diagnóstico de placenta prévia antes de 28 semanas de gestação é frequentemente provisório. Isso se deve ao fenômeno da "migração placentária", onde o crescimento do segmento uterino inferior ao longo da gestação faz com que a placenta, que inicialmente parecia cobrir o orifício interno, se afaste dele. Portanto, uma placenta a 4 mm do OCI em 16 semanas é classificada como inserção baixa, mas não como placenta prévia definitiva. A conduta adequada nesses casos é tranquilizar a paciente e programar uma nova ultrassonografia por volta das 28 a 32 semanas para reavaliar a posição placentária. Apenas se a placenta ainda estiver cobrindo ou muito próxima do orifício interno após esse período, o diagnóstico de placenta prévia é confirmado. Fatores de risco como cesárea anterior aumentam a preocupação com acretismo placentário, mas a investigação com ressonância magnética geralmente é reservada para casos de placenta prévia confirmada e suspeita de acretismo.

Perguntas Frequentes

Quando o diagnóstico de placenta prévia pode ser considerado definitivo?

O diagnóstico de placenta prévia é considerado definitivo geralmente após 28 semanas de gestação. Antes disso, a placenta tem uma alta probabilidade de "migrar" para uma posição mais alta devido ao crescimento do segmento uterino inferior.

O que significa "migração placentária"?

A migração placentária é um termo usado para descrever a aparente mudança na posição da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino à medida que a gestação avança. Isso ocorre devido ao desenvolvimento do segmento uterino inferior e não a um movimento real da placenta.

Qual a relação entre cesárea anterior e acretismo placentário?

A cesárea anterior é um dos principais fatores de risco para acretismo placentário, especialmente quando a placenta se insere sobre a cicatriz uterina prévia. O risco aumenta com o número de cesáreas anteriores.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo