Placenta Prévia: Definição, Diagnóstico e Manejo Atual

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Considerando os conceitos atuais e o protocolo FEBRASGO, assinale a alternativa correta sobre placenta prévia e acretismo placentário.

Alternativas

  1. A) A tomografia deve ser solicitada no terceiro trimestre, pois possui melhor acurácia para o diagnóstico de acretismo.
  2. B) Os três principais fatores de risco para o acretismo placentário são: gestação na adolescência, pré-eclâmpsia e o polidrâmnio.
  3. C) A placenta prévia é definida como a presença de tecido placentário total ou parcialmente inserido no segmento inferior do útero, após 28 semanas de gestação.
  4. D) Importante o diagnóstico precoce, pois cerca de 70% das placentas prévias, diagnosticadas no segundo trimestre, vão se manter até o termo.
  5. E) Sua clínica é de um sangramento vivo, geralmente de origem materna, acompanhado de aumento localizado e persistente do tônus uterino.

Pérola Clínica

Placenta prévia = tecido placentário no segmento inferior do útero após 28 semanas.

Resumo-Chave

A placenta prévia é definida pela inserção placentária no segmento inferior do útero após 28 semanas de gestação, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações como sangramento e acretismo.

Contexto Educacional

A placenta prévia e o acretismo placentário são condições obstétricas graves que representam desafios significativos na prática clínica, sendo importantes causas de morbimortalidade materna e perinatal. A placenta prévia é caracterizada pela inserção anormal da placenta no segmento inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente o orifício interno do colo, e é diagnosticada definitivamente após 28 semanas de gestação. O acretismo placentário, por sua vez, é a aderência anormal da placenta à parede uterina, com invasão do miométrio, e está fortemente associado à placenta prévia e cesarianas anteriores. O diagnóstico da placenta prévia é primariamente ultrassonográfico, sendo a ultrassonografia transvaginal o método de escolha para confirmar a posição da placenta em relação ao colo uterino. O acretismo placentário é suspeitado por ultrassonografia e pode ser confirmado por ressonância magnética, especialmente em casos de alta suspeita. O diagnóstico precoce de ambas as condições é vital para o planejamento do parto e para a prevenção de complicações hemorrágicas graves. O manejo da placenta prévia e do acretismo placentário exige uma equipe multidisciplinar e um planejamento cuidadoso. Em casos de placenta prévia, o parto vaginal pode ser possível se a placenta não cobrir o orifício interno. No acretismo, o parto cesariana com histerectomia é frequentemente necessário para controlar o sangramento. A compreensão desses conceitos é fundamental para residentes em Ginecologia e Obstetrícia, visando a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de placenta prévia?

Placenta prévia é a condição na qual o tecido placentário está total ou parcialmente inserido no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próximo do orifício interno do colo, após 28 semanas de gestação.

Quais os principais fatores de risco para acretismo placentário?

Os principais fatores de risco para acretismo placentário são placenta prévia, cesariana anterior (especialmente múltiplas), curetagem uterina prévia e idade materna avançada.

Por que o diagnóstico de placenta prévia é feito após 28 semanas?

Antes das 28 semanas, muitas placentas que parecem prévias podem 'migrar' para uma posição mais alta devido ao crescimento e alongamento do segmento uterino inferior, um fenômeno conhecido como 'migração placentária'.

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