Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Mulher de 29 anos, com 3 cesáreas, na quarta gestação, apresentou sangramento vaginal há duas semanas e parou, tendo retornado novamente hoje. O sangramento é moderado, o aspecto é de sangue vivo e a gestante está estável hemodinamicamente. Tem 35 semanas de gravidez. Frente ao quadro apresentado, é correto
Sangramento 3º trimestre + cesáreas prévias → USG para localização placentária e acretismo. Toque vaginal contraindicado.
Sangramento vaginal no terceiro trimestre, especialmente em multíparas com cesáreas prévias, levanta forte suspeita de placenta prévia e acretismo. O toque vaginal é contraindicado antes da localização placentária por ultrassonografia, que também deve investigar sinais de acretismo.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma emergência obstétrica que exige investigação imediata. As causas mais comuns são placenta prévia e descolamento prematuro de placenta (DPP), mas em pacientes com histórico de cesáreas, o acretismo placentário deve ser fortemente considerado devido ao risco de morbimortalidade materna. A placenta prévia é diagnosticada por ultrassonografia, que deve ser realizada antes de qualquer exame de toque vaginal. Em casos de sangramento e histórico de cesáreas, a ultrassonografia também deve buscar sinais de acretismo placentário, onde a placenta adere anormalmente ao miométrio, podendo invadir a serosa ou órgãos adjacentes. A conduta inicial para sangramento no terceiro trimestre é estabilização hemodinâmica da mãe e avaliação fetal. Se houver suspeita de placenta prévia ou acretismo, o toque vaginal é proscrito. A confirmação do acretismo exige planejamento de parto em centro especializado, geralmente por cesárea com histerectomia, devido ao alto risco de hemorragia.
A placenta prévia é a principal causa de sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre, caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino.
O toque vaginal é contraindicado antes da exclusão de placenta prévia por ultrassonografia, pois pode provocar o descolamento da placenta e desencadear uma hemorragia grave, colocando em risco a vida da gestante.
Os principais fatores de risco para acretismo placentário incluem placenta prévia, cesáreas anteriores, cirurgias uterinas prévias, curetagens e idade materna avançada, aumentando a invasão trofoblástica no miométrio.
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