HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente G5 P3 A1 (com curetagem), 33 anos, tabagista, é atendida com queixa de cólica em baixo ventre e sangramento vivo em moderada quantidade desde há algumas horas. Idade gestacional de 34 semanas e 3 dias. Apresenta dinâmica uterina 4/10 min/45 seg. Fez somente 4 consultas de pré-natal e o ultrassom feito com 30 semanas de gestação apresentou placenta ocluindo parcialmente o orifício do colo do útero. O diagnóstico correto e a conduta adequada são:
Placenta prévia com sangramento ativo → parto cesáreo, especialmente se oclusão parcial/total do orifício cervical.
A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. O sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre é o sintoma clássico. A conduta definitiva em casos de placenta prévia com sangramento ativo e/ou oclusão do colo é o parto cesáreo, visando evitar hemorragia maciça.
A placenta prévia é uma condição obstétrica séria caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. Sua incidência varia de 0,3% a 0,5% das gestações, sendo uma das principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre e morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce é crucial para o planejamento do manejo. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia, geralmente a partir da 20ª semana de gestação. A classificação pode ser em total, parcial, marginal ou de inserção baixa, dependendo da relação da placenta com o orifício cervical. O sangramento é tipicamente indolor, de cor vermelho vivo, e pode ser intermitente ou profuso. A dinâmica uterina pode estar presente, mas não é a causa primária do sangramento. A conduta depende da idade gestacional, do volume do sangramento e do tipo de placenta prévia. Em casos de sangramento ativo e/ou placenta prévia total ou parcial, o parto cesáreo é a via de parto indicada para evitar hemorragia maciça e complicações graves para mãe e feto. A conduta expectante pode ser considerada em casos de sangramento leve e idade gestacional precoce, com monitoramento rigoroso.
A placenta prévia tipicamente se manifesta com sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que ocorre no segundo ou terceiro trimestre da gestação, sem causa aparente.
A conduta inicial envolve avaliação da vitalidade materno-fetal, estabilização hemodinâmica da mãe e, dependendo da idade gestacional e do volume do sangramento, pode-se optar por conduta expectante ou indicação de parto cesáreo.
Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, tabagismo, cesarianas anteriores, curetagens uterinas prévias e gestação múltipla.
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