FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
Gestante 37 semanas foi levada pelo SAMU à maternidade com sangramento vaginal abundante. Ao exame: fundo uterino 35 cm, feto cefálico, BCF 144 bpm, tônus normal, atividade uterina ausente. Sangramento vaginal abundante vermelho rutilante. Qual o diagnóstico?
Sangramento 3º trimestre, vermelho rutilante, indolor, útero relaxado, BCF normal → Placenta Prévia.
A placenta prévia se manifesta tipicamente no terceiro trimestre com sangramento vaginal indolor, vermelho rutilante, sem hipertonia uterina e com boa vitalidade fetal. O descolamento prematuro de placenta, por outro lado, cursa com dor, útero hipertenso e alteração da BCF.
O sangramento vaginal no terceiro trimestre da gestação é uma emergência obstétrica que exige avaliação imediata e precisa, pois pode indicar condições graves que ameaçam a vida da mãe e do feto. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia e ruptura uterina. A diferenciação entre elas é crucial para o manejo adequado. A placenta prévia é caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino. Clinicamente, manifesta-se por sangramento vaginal indolor, vermelho vivo (rutilante), geralmente intermitente, que ocorre no terceiro trimestre. O útero mantém tônus normal e não há atividade uterina dolorosa, e a vitalidade fetal costuma estar preservada, como descrito no enunciado. Em contraste, o descolamento prematuro de placenta cursa com dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro (nem sempre presente), hipertonia uterina e, frequentemente, sinais de sofrimento fetal. A rotura de vasa prévia é rara, mas grave, com sangramento fetal e rápida deterioração da BCF. A ruptura uterina é uma complicação catastrófica, com dor súbita, perda do tônus uterino e sofrimento fetal grave. O diagnóstico diferencial é feito pela anamnese, exame físico e ultrassonografia.
O sangramento na placenta prévia é tipicamente indolor, de cor vermelho vivo (rutilante), intermitente e ocorre no terceiro trimestre, sem associação com contrações uterinas ou hipertonia.
Na placenta prévia, o sangramento é indolor e o útero está relaxado, enquanto no descolamento prematuro de placenta, há dor abdominal intensa, útero hipertenso e sangramento escuro, com possível sofrimento fetal.
O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal, avaliação ultrassonográfica para confirmar o diagnóstico e, dependendo da idade gestacional e volume do sangramento, pode-se optar por conduta expectante ou resolução da gravidez.
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