DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Em uma gestação de 36 semanas, com feto de boa vitalidade, placenta prévia centrototal, em pródromos de trabalho de parto, a melhor conduta é:
Placenta prévia centrototal + 36 semanas + pródromos → cesárea segmentar transversa eletiva.
Em caso de placenta prévia centrototal em gestação a termo ou próximo ao termo, com pródromos de trabalho de parto, a conduta é a cesariana segmentar transversa, que minimiza o risco de hemorragia e complicações maternas e fetais.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. A placenta prévia centrototal, onde a placenta cobre completamente o orifício interno, é a forma mais grave e representa um alto risco de hemorragia anteparto e intraparto. Em uma gestação de 36 semanas, com feto de boa vitalidade e placenta prévia centrototal, especialmente se houver pródromos de trabalho de parto (que podem precipitar o sangramento), a conduta de escolha é a cesariana. O parto vaginal é absolutamente contraindicado devido ao risco iminente de hemorragia maciça e exsanguinação materna. A cesariana deve ser realizada com incisão segmentar transversa (tipo Kerr), que é a incisão uterina mais comum e segura para a maioria das cesarianas. Embora em casos de placenta prévia anterior e sangramento profuso possa ser considerada uma incisão vertical no segmento inferior (tipo T invertido ou J) para evitar a placenta, a incisão segmentar transversa é a preferencial e geralmente possível com técnica adequada. A tocólise não é indicada para prolongar a gestação em caso de sangramento ativo ou pródromos em placenta prévia centrototal a termo, pois o risco de hemorragia supera o benefício de prolongar a gestação.
Placenta prévia centrototal ocorre quando a placenta cobre completamente o orifício interno do colo uterino. Seu principal risco é a hemorragia anteparto e intraparto, que pode ser maciça e ameaçar a vida da mãe e do feto devido ao descolamento placentário.
O parto normal é absolutamente contraindicado porque a dilatação cervical levaria ao descolamento da placenta, resultando em hemorragia profusa e incontrolável, com alto risco de choque hipovolêmico e morte materna/fetal.
A incisão uterina preferencial é a segmentar transversa (tipo Kerr), pois é mais segura, cicatriza melhor e tem menor risco de ruptura uterina em gestações futuras, além de minimizar o sangramento durante o procedimento.
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