UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Multípara, 33 anos de idade, com 4 partos normais anteriores, 39 semanas de gestação. Relata que apresentou vários episódios de pequeno sangramento vaginal vermelho vivo desde o sexto mês de gestação. Exame físico: hipocorada 1+/4, PA= 100/60 mmhg, pulso =98 ppm, tônus uterino normal, dinâmica uterina com 3 contrações fortes em 10 minutos, contorno uterino normal, batimentos cardíacos fetais=125 bpm, presença de sangramento uterino ativo, colo médio centralizado pérvio para 5 cm, sendo observado tecido placentário obstruindo todo o orifício interno do colo uterino. Considerando a principal hipótese diagnóstica diante do quadro clínico é correto afirmar, que:
Sangramento indolor vermelho vivo + colo pérvio com tecido placentário obstruindo orifício interno + trabalho de parto = Placenta Prévia Centro Total → Cesariana imediata.
A placenta prévia centro total é uma condição grave que impede o parto vaginal, especialmente quando há sangramento ativo e trabalho de parto. A visualização do tecido placentário no orifício interno do colo uterino durante o exame físico, em um contexto de sangramento indolor, é diagnóstica e exige cesariana imediata.
A placenta prévia é uma condição obstétrica em que a placenta se insere total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de hemorragia anteparto, com incidência de aproximadamente 0,3% a 0,5% das gestações. Fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesarianas anteriores, curetagens e tabagismo. O quadro clínico clássico é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que pode ser intermitente e recorrente, geralmente iniciando após a 20ª semana de gestação. A ultrassonografia é o método diagnóstico de escolha para confirmar a localização da placenta. A placenta prévia é classificada em total (cobre completamente o orifício interno), parcial (cobre parcialmente) ou marginal (atinge a borda do orifício interno). No caso de placenta prévia centro total, o parto vaginal é contraindicado devido ao risco de hemorragia maciça e exsanguinação materna. Se a paciente apresentar sangramento ativo e trabalho de parto, como descrito na questão, a cesariana de urgência é a conduta imediata para preservar a vida da mãe e do feto. É crucial evitar o toque vaginal em casos de sangramento no terceiro trimestre antes de excluir placenta prévia por ultrassonografia.
A placenta prévia tipicamente se manifesta como sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, recorrente, que geralmente começa no segundo ou terceiro trimestre. O útero mantém tônus normal e não há dor abdominal associada, a menos que haja trabalho de parto.
Na placenta prévia centro total, a placenta cobre completamente o orifício interno do colo uterino, impedindo a passagem do feto e tornando o parto vaginal impossível e perigoso devido ao risco de hemorragia maciça. A cesariana é a via de parto obrigatória para garantir a segurança materna e fetal.
A placenta prévia causa sangramento indolor, vermelho vivo, com útero relaxado. O descolamento prematuro de placenta (DPP) cursa com dor abdominal súbita e intensa, sangramento escuro (ou oculto) e útero hipertenso e doloroso à palpação, com sofrimento fetal frequente.
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