Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Gestante de 38 semanas de gestação apresentou sangramento genital de grande volume, de coloração vermelho-vivo, indolor, e o exame especular confirmou a hemorragia pelo orifício externo do colo. A ultrassonografia que foi sugestiva de placenta prévia centro total. A avaliação de vitalidade fetal foi normal. Diante das informação, qual deve ser a conduta?
Placenta prévia centro total + sangramento ativo + termo (38 semanas) → Internação e interrupção da gravidez (cesariana).
Diante de uma placenta prévia centro total com sangramento de grande volume em gestação a termo (38 semanas), a conduta é a interrupção imediata da gravidez por cesariana, mesmo com vitalidade fetal normal, devido ao risco iminente de hemorragia maciça e choque hipovolêmico materno.
A placenta prévia centro total representa a forma mais grave da condição, onde a placenta cobre completamente o orifício interno do colo uterino. É uma das principais causas de sangramento vaginal indolor no terceiro trimestre e exige atenção imediata devido ao alto risco de hemorragia. O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico. Em gestantes a termo (≥37 semanas) com sangramento ativo e diagnóstico de placenta prévia centro total, a conduta é a interrupção da gravidez por cesariana. A vitalidade fetal normal não exclui a necessidade de intervenção, pois o risco materno de hemorragia é iminente e grave. A internação imediata e a preparação para uma cesariana de urgência são cruciais. O manejo inclui estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal contínuo e, se necessário, transfusão sanguínea. O objetivo é prevenir complicações maternas graves como choque hipovolêmico e coagulopatia, garantindo a segurança da mãe e do feto.
A ultrassonografia é fundamental para confirmar o diagnóstico de placenta prévia, determinar seu tipo (total, parcial, marginal) e sua relação com o orifício interno do colo, o que guia a conduta obstétrica.
O toque vaginal pode provocar o descolamento da placenta, que está implantada sobre o colo, resultando em hemorragia maciça e risco de choque hipovolêmico para a mãe.
Para a mãe, o principal risco é a hemorragia grave, choque hipovolêmico e necessidade de histerectomia. Para o feto, há risco de prematuridade, restrição de crescimento e anemia.
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