AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
São complicações da placenta prévia central: 1. Acretização; 2. Vasa prévia; 3. Útero de Couvelaire; 4. Coagulação intravascular disseminada; 5. Rotura do útero. Marque a opção CORRETA:
Placenta prévia central → ↑ risco de acretismo, vasa prévia e rotura uterina.
A placenta prévia central, onde a placenta cobre totalmente o orifício cervical interno, aumenta significativamente o risco de complicações graves como o acretismo placentário (invasão anormal do miométrio), vasa prévia (vasos fetais desprotegidos sobre o colo) e rotura uterina, especialmente em úteros com cicatriz prévia.
A placenta prévia é uma condição obstétrica séria caracterizada pela implantação da placenta sobre ou muito próxima ao orifício cervical interno, sendo classificada como central (total), parcial ou marginal. A placenta prévia central, em que a placenta cobre totalmente o orifício, é a forma mais grave e está associada a um risco significativamente elevado de complicações maternas e fetais. É um tema de alta relevância para a residência médica, exigindo conhecimento aprofundado para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. As complicações da placenta prévia central incluem acretismo placentário, vasa prévia e rotura uterina. O acretismo placentário (placenta acreta, increta ou percreta) é a invasão anormal do miométrio pelas vilosidades coriônicas, sendo a principal causa de hemorragia pós-parto maciça e histerectomia. A vasa prévia, embora não seja uma complicação direta, pode coexistir e representa um risco de hemorragia fetal fatal se os vasos fetais desprotegidos sobre o colo se romperem. A rotura uterina, embora rara, tem seu risco aumentado em pacientes com placenta prévia e cicatriz uterina prévia, especialmente se houver tentativas de parto vaginal. O diagnóstico da placenta prévia é feito por ultrassonografia transvaginal. O manejo envolve monitoramento rigoroso, repouso pélvico e, na maioria dos casos de placenta prévia central, cesariana eletiva antes do início do trabalho de parto para evitar hemorragias. A equipe médica deve estar preparada para hemorragia maciça e suas consequências, incluindo transfusões sanguíneas e, em casos de acretismo, histerectomia. O conhecimento dessas complicações e a capacidade de gerenciá-las são cruciais para a segurança materno-fetal.
Placenta prévia central é a condição em que a placenta cobre completamente o orifício cervical interno. Seus principais riscos incluem hemorragia vaginal indolor no segundo ou terceiro trimestre, parto prematuro e a necessidade de cesariana, além de complicações graves como acretismo placentário e rotura uterina.
A placenta prévia, especialmente em mulheres com cicatriz uterina prévia (ex: cesariana anterior), é o principal fator de risco para o acretismo placentário. A implantação da placenta sobre uma área de cicatriz pode levar à ausência ou deficiência da decídua basal, permitindo que as vilosidades coriônicas invadam o miométrio.
Embora a vasa prévia seja mais comumente associada à inserção velamentosa do cordão umbilical, ela pode coexistir com a placenta prévia. Nesses casos, os vasos fetais desprotegidos cruzam o orifício cervical interno, estando vulneráveis à compressão ou ruptura, o que pode levar a hemorragia fetal e óbito.
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