UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Gestante de 36 semanas procura serviço de emergência com queixa de sangramento vaginal de grande monta. Ao examinar, observa-se altura uterina de 34cm, tônus normal, atividade uterina ausente, batimentos cardiofetais de 140bpm, exame especular com sangramento vermelho vivo em fundo de saco e colo fechado. Qual o diagnóstico mais provável para essa situação?
Placenta prévia → sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, útero com tônus normal, BCF preservado.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal vermelho vivo e indolor no terceiro trimestre, sem hipertonia uterina ou alterações nos batimentos cardiofetais. O colo uterino geralmente está fechado, e o sangramento é decorrente da separação da placenta do segmento inferior do útero.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, com incidência de aproximadamente 0,3% a 0,5% das gestações, e é crucial para a morbimortalidade materno-fetal. A fisiopatologia envolve o crescimento do segmento uterino inferior no final da gestação, que pode levar à separação da placenta e sangramento. O diagnóstico é primariamente clínico, com sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, e confirmado por ultrassonografia transvaginal. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com sangramento no terceiro trimestre, e o toque vaginal é contraindicado até que a placenta prévia seja excluída. O tratamento depende da idade gestacional, volume do sangramento e estabilidade materna e fetal. Em casos de sangramento leve e gestação pré-termo, pode-se optar por conduta expectante com repouso e monitoramento. Em sangramentos intensos ou gestação a termo, a interrupção da gestação, geralmente por cesariana, é a conduta de escolha para evitar complicações graves como choque hipovolêmico materno e sofrimento fetal.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal vermelho vivo, indolor, no terceiro trimestre da gestação, com útero de tônus normal e ausência de atividade uterina.
A placenta prévia cursa com sangramento indolor e útero normotônico, enquanto a DPP apresenta dor abdominal intensa, sangramento escuro e útero hipertrônico, muitas vezes com sofrimento fetal.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal, avaliação ultrassonográfica para confirmar o diagnóstico e, dependendo da idade gestacional e volume do sangramento, pode ser necessária a interrupção da gestação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo