UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Gestante com 36 semanas de idade gestacional apresentou sangramento vaginal abundante há duas horas. Ao exame: sinais vitais maternos normais; tônus uterino normal, sem contrações; frequência cardíaca fetal regular em torno de 140 batimentos por minuto; apresentação cefálica, com o polo cefálico flutuante; não há mais sangramento evidente ou sinais de ruptura de membranas. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico desse caso:
Sangramento vaginal indolor no 3º trimestre com útero relaxado e FCF normal → Sugere placenta prévia.
A placenta prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, geralmente vermelho vivo, no segundo ou terceiro trimestre, sem hipertonia uterina e com boa vitalidade fetal. A apresentação cefálica flutuante em idade gestacional avançada é um achado comum devido à interposição da placenta.
A placenta prévia é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação da placenta total ou parcialmente no segmento inferior do útero, cobrindo ou estando muito próxima do orifício interno do colo. É uma das principais causas de sangramento vaginal no segundo e terceiro trimestres da gravidez, afetando cerca de 0,3% a 0,5% das gestações. A fisiopatologia envolve a implantação anormal do blastocisto. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia transvaginal, que é o método mais preciso. Clinicamente, a apresentação clássica é o sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, que pode ser intermitente e recorrente, sem contrações uterinas ou dor abdominal. A ausência de hipertonia uterina e a boa vitalidade fetal são achados importantes que a diferenciam de outras causas de sangramento. O manejo da placenta prévia depende da idade gestacional, da quantidade de sangramento e da condição materno-fetal. Em casos de sangramento ativo e gestação a termo, a cesariana é a via de parto preferencial. Em gestações pré-termo, o manejo pode ser expectante, com repouso e monitorização, visando prolongar a gestação até a maturidade fetal, com uso de corticoide para maturação pulmonar.
Os fatores de risco incluem multiparidade, idade materna avançada, cesariana anterior, abortos prévios, tabagismo, gestação múltipla e cicatrizes uterinas prévias no útero.
A conduta inicial envolve internação, repouso, monitorização materno-fetal, avaliação do volume de sangramento e, se a gestação for pré-termo, pode-se considerar corticoterapia para maturação pulmonar fetal.
A placenta prévia cursa com sangramento indolor, útero relaxado e ausência de sofrimento fetal, enquanto o descolamento apresenta dor abdominal, hipertonia uterina e sinais de sofrimento fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo